Operação na ilha? EUA realizaram 25 voos militares para coletar informações em Cuba desde fevereiro
Os Estados Unidos estão intensificando os voos militares na costa de Cuba para coletar informações em um momento em que aumentam as especulações sobre uma operação americana na ilha comunista.
Segundo dados públicos de aviação analisados pela emissora CNN, desde 4 de fevereiro, a Marinha e a Força Aérea dos EUA realizaram pelo menos 25 voos desse tipo.
Nessas ações, foram utilizadas aeronaves tripuladas – a de patrulha marítima P-8A Poseidon, projetada para vigilância e reconhecimento, e a RC-135V Rivet Joint, especializada em coleta de inteligência de sinais – e drones de reconhecimento de alta altitude MQ-4C Triton.
Segundo a CNN, a maioria dos voos chegou perto das duas maiores cidades do país, Havana e Santiago de Cuba, e alguns chegaram a menos de 65 quilômetros da costa, de acordo com dados da plataforma FlightRadar24.
No final de janeiro, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.
Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.
Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, e em abril, o jornal USA Today informou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação na ilha.
Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram sanções contra o conglomerado empresarial Gaesa, controlado pelos militares cubanos, seu diretor e a mineradora de economia mista Moa Nickel, o que levou a empresa canadense Sherritt a abandonar a joint venture que tinha com a estatal cubana Compañía General de Níquel.