OpenAI diz que atingiu 1 bilhão de usuários após redução de preços
A OpenAI afirma que seus modelos já somam mais de um bilhão de usuários ativos e atendem a mais de dois milhões de empresas, após anunciar cortes de preço em parte da família GPT-5.6.
O que aconteceu
A empresa reduziu o custo de dois modelos da linha GPT-5.6. A OpenAI cortou em 80% o preço do GPT-5.6 Luna e em 20% o do GPT-5.6 Terra, enquanto manteve inalterados os valores do GPT-5.6 Sol, que a companhia descreve como o mais capaz da família. Esses são os modelos de IA mais atuais da companhia, que foram liberados publicamente em 9 de julho.
O GPT-5.6 Luna passou a custar US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída. Antes, as tarifas eram de US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O GPT-5.6 Terra teve queda para US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída. Os preços anteriores eram de US$ 2,50 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída.
Os tokens são os pedaços de texto que uma IA usa para ler, processar e gerar linguagem. A cada interação com um chatbot de IA, são consumidos tokens correspondentes ao texto enviado pelo usuário e à resposta gerada pelo sistema.
A OpenAI atribuiu os cortes a ganhos de eficiência obtidos durante o desenvolvimento interno do GPT-5.6. A empresa disse que melhorias, incluindo o uso do modelo para otimizar software de produção e aprimorar a chamada "decodificação especulativa", reduziram em 20% os custos de atendimento ponta a ponta e aumentaram em mais de 15% a eficiência de geração de tokens.
A companhia também citou avanços no gerenciamento de contexto no GPT-5.6 Sol. Segundo a OpenAI, isso elevou a pontuação do modelo no benchmark ARC-AGI-3 de 13,3% para 38,3%, usando seis vezes menos tokens de saída.
Em comunicado, a OpenAI defendeu que preços menores ampliam o uso de IA. "Quando o custo de uma inteligência útil cai, mais trabalho passa a valer a pena", afirmou a empresa.
Pressão por custos e disputa no mercado
A redução ocorre em um momento de cautela de empresas com gastos altos em inteligência artificial. O Wall Street Journal afirmou que clientes corporativos estão mais desconfiados de despesas elevadas sem uma visão clara de retorno.
Sam Altman já reconheceu que o preço se tornou um obstáculo para parte dos clientes. Segundo o Wall Street Journal, o CEO da OpenAI admitiu no início deste ano que a precificação vinha se tornando uma dificuldade crescente para usuários empresariais.
A concorrência também pesa, com rivais ajustando valores e modelos mais baratos ganhando espaço. O jornal relatou que a OpenAI discutiu por semanas a redução, preocupada com a Anthropic barateando a família Claude, enquanto modelos chineses de pesos abertos (open-weight) intensificam a disputa.
A OpenAI comparou o cenário com preços de concorrentes em faixas intermediárias. A empresa citou que o Claude Sonnet 4.6 custa US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, acima das novas tarifas do Terra.
Uso do ChatGPT e números financeiros
A OpenAI disse que o engajamento cresce após os primeiros meses de uso. Segundo a empresa, seis meses depois do cadastro, usuários enviam cerca de 50% mais mensagens por dia e usam o ChatGPT para aproximadamente o dobro de tipos de tarefas.
O trabalho com agentes via Codex (ferramenta da OpenAI para desenvolvimento de software) domina o consumo de tokens na companhia. A OpenAI afirmou que o uso autônomo de agentes por meio do Codex já responde por 99,8% dos tokens de saída semanais dentro da empresa.
Apesar do crescimento, a empresa segue com prejuízo. Segundo dados financeiros citados pelo jornal americano, a OpenAI teve receita de US$ 13,07 bilhões em 2025 e prejuízo líquido de US$ 38,5 bilhões.