'O que vem acontecendo com o São Paulo é inexplicável', desabafa Dorival
O técnico do São Paulo, Dorival Júnior, ressaltou as chances criadas pela equipe no clássico contra o Santos, nesta sexta-feira (2), no Morumbis, pelo Brasileirão. O Peixe venceu por 2 a 1, de virada, e o treinador disse que 'o que vem acontecendo' com o Tricolor é 'inexplicável'.
Dorival lamentou as lesões sofridas pelos jogadores durante a partida e defendeu a atuação do São Paulo. Segundo o treinador, a equipe manteve o volume ofensivo mesmo após o gol da virada do Santos.
Nós tivemos pelo menos umas 10 bolas atravessadas na frente da área adversária, tivemos cabeceios dentro da pequena área, tivemos varias definições. Tivemos jogadas que poderíamos ter tido uma sorte melhor. O que vem acontecendo com o São Paulo, em muito momentos, é inexplicável. Dorival Júnior, técnico do São Paulo, em coletiva de imprensa
O técnico acredita que o resultado apaga o que o time faz em campo. "Eu teria saído muito satisfeito daqui se naturalmente pudéssemos transformar toda a nossa produção hoje em alguns gols pelo merecimento que a equipe teve. Infelizmente estamos aqui tendo explicar o inexplicável em uma situação que é muito difícil. Só em escanteios, se não me falha a memória, foram 14 ou 15 a nosso favor. É muito difícil isso", completou.
O São Paulo abriu o placar com Luciano, de pênalti, mas tomou o empate menos de dois minutos depois. Gabigol fez seu segundo gol na partida na etapa final e decretou a vitória santista.
Dorival elogiou o atacante do Santos. "Duas bolas que caíram nos pés de um jogador como o Gabriel, nós acabamos sofrendo por uma condição que não esperávamos por tudo aquilo que tivemos dentro da partida".
O São Paulo volta a campo na quarta-feira (7), contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, às 19h30 (de Brasília). A equipe tricolor estacionou na 11ª colocação, com 36 pontos, sete à frente da zona de rebaixamento.
O que mais disse Dorival
Jogada do segundo gol do Santos e esquema defensivo. "Com relação a jogada, é uma jogada casual. É uma jogada de habilidade do adversário, Coutinho fez um giro, fez uma movimentação, e a partir daí, duas bolas que caíram nos pés de um jogador como o Gabriel, nós acabamos sofrendo por uma condição que não esperávamos por tudo aquilo que tivemos dentro da partida. Sabino está tendo alguns problemas, que estamos tentando recuperar. Na nossa visão, ele não estaria em condições para o início da partida, fatalmente teríamos que uma alteração ao longo dela, por isso que mantivemos uma outra condição. Osorio, para esta partida, não era o desenho que nos queríamos. Mantivemos toda a postura que a equipe vinha tendo jogando com um terceiro homem. Pablo fez uma partida dentro de tudo que nós pedimos, tudo aquilo que havia sido organizado, ganhou a maioria dos lances que disputou. Não acho que foi um problema e não foi por isso que tivemos o resultado que tivemos".
Lesões e volume ofensivo. "Difícil a gente saber um fato como esse. Foram lesões uma diferente das outras, Luciano foi em um giro, procurou fazer uma bola para dentro da área e, quando perdemos o Luciano, foi em um momento importantíssimo da partida. Danielzinho foi uma dividida, uma torção muito forte, ele tinha tido a impressão de que tinha tido um problema mais sério. O Iago foi no momento em que estávamos fazendo as alterações. Nós tivemos um volume muito grande dentro do jogo. Hoje nós vamos ser, naturalmente, avaliados pelo resultado da partida, mas aquilo que a equipe entregou dentro do jogo foi basicamente tudo que aquilo que nós planejamos, programamos. Nós encontramos espaços dentro da marcação que o Santos apresentava. Eles tiveram dificuldades, tenho certeza, na nossa contenção, justamente porque nos pontuamos e trabalhamos muito em cima destes espaços. Para que pudéssemos sempre ter um jogador em condições de receber a bola livre. E foi assim. O primeiro tempo, o volume que nós tivemos, a criação. Voltamos ao segundo tempo com o mesmo impeto, buscando o gol a todo momento, com a mesma condição. Aconteceram estas situações de lesões, mas, de um modo geral, é muito difícil você explicar, pelo volume que nos tivemos, por aquilo que apresentamos, o resultado acontecido.
Desorganização após o segundo gol e substituições. "Nós tivemos solicitações de alterações, foram pedidos de alguns jogadores. Nos tivemos que fazer um remanejamento, você está perdendo, você tem que buscar novas opções. Acredito eu que tenha acontecido. Artur, naquela função, foi muito bem. Continuou criando, buscando, definindo várias jogadas. Mantivemos o volume mesmo com um jogador a menos, quando ficamos sem o Luciano, em um momento importantíssimo da partida. Eu já havia feito as alterações. Mesmo quando ficamos com um jogador a menos, nós ainda assim encontramos espaços e fomos trabalhando com bola, fomos envolvendo com bola. Nós tivemos pelo menos umas 10 bolas atravessadas na frente da área adversária, tivemos cabeceios dentro da pequena área, tivemos varias definições. Tivemos jogadas que poderíamos ter tido uma sorte melhor. O que vem acontecendo com o São Paulo, em muito momentos, é inexplicável. E isso, queira ou não, apaga muito do que a equipe realiza em campo. Eu teria saído muito satisfeito daqui se naturalmente pudéssemos transformar toda a nossa produção hoje em alguns gols pelo merecimento que a equipe teve. Infelizmente estamos aqui tendo explicar o inexplicável em uma situação que é muito difícil. Só em escanteios, se não me falha a memória, foram 14 ou 15 a nosso favor. É muito difícil isso".