Meta prepara app de previsões para competir com Polymarket, diz NYT
A Meta montou uma equipe para criar um aplicativo de previsões inspirado em mercados como Polymarket e Kalshi, informou o The New York Times.
O que aconteceu
Projeto é tratado internamente como "Arena" e deve funcionar como um app separado de Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger. De acordo com o The New York Times, a ideia é que a plataforma opere de forma independente das redes sociais da empresa.
O app seria semelhante a Polymarket e Kalshi, principais plataformas globais de mercados de previsão. Nessas plataformas, é possível comprar e vender contratos, apostando se um evento vai ou não acontecer, de eleições a jogos esportivos.
Aplicativo deve usar um sistema de pontos, no estilo de videogame, em vez de apostas com dinheiro. Segundo o jornal, a Meta ainda não descartou permitir o uso de dinheiro real no futuro, mas o plano atual não prevê que usuários apostem valores.
Meta quer acelerar o crescimento do Arena usando sua base de usuários para direcionar público ao novo produto. O NYT relata que a iniciativa é vista como experimental, mas aparece como prioridade dentro da estratégia de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, de testar novos formatos de aplicativos.
Empresa não comentou o projeto. A Meta recusou pedidos de posicionamento do jornal The New York Times e também não respondeu a uma solicitação da Reuters.
Por que mercados de previsão viraram alvo das big techs
Mercados de previsão ganharam tração durante a eleição presidencial dos EUA de 2024 e passaram a atrair mais atenção de investidores. Esses ambientes evoluíram para um tipo de ativo em que usuários fazem previsões sobre temas diversos, de política monetária a torneios esportivos.
Corretoras e plataformas de negociação também entraram nesse segmento com contratos de eventos. Robinhood e Interactive Brokers passaram a oferecer produtos desse tipo, ampliando o alcance do formato para além de sites especializados.
Estimativas do mercado apontam para aumento de volume nos próximos anos, mas o setor enfrenta escrutínio regulatório. Uma projeção do instituto de pesquisa Bernstein indica que o segmento pode chegar a US$ 1 trilhão em volume anual até o fim da década e menciona questionamentos .
Reação de empresas ligadas a apostas e trading
A notícia pressionou ações de empresas de apostas esportivas nos EUA. A DraftKings caiu mais de 2% após a divulgação e a Flutter Entertainment, dona da FanDuel, também recuou perto de 2%, embora tenha terminado o dia em alta.
Investidores acompanham o impacto potencial de mercados de previsão sobre o negócio de apostas esportivas. Segundo a CNBC, DraftKings e Flutter vêm enfrentando preocupações sobre como plataformas de contratos de eventos ligados a esportes podem disputar espaço com as casas tradicionais.
Ações de empresas que oferecem contratos de eventos também oscilaram após o relato do NYT. A Robinhood, que disponibiliza contratos de diferentes plataformas de previsão, também caiu depois da publicação inicial do jornal.