Ligações indesejadas com seu número na tela têm data para acabar no Brasil

5 de Ago de 2026 - 06:30
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Ligações indesejadas com seu número na tela têm data para acabar no Brasil

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; ; )

Ligações com um número parecido com o seu e que muitas vezes desligam na sua cara têm data para desaparecer no Brasil: 2028. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna , para explicar por que esse tipo de chamada virou porta de entrada para golpes e o que muda com uma regra da Anatel.

O truque usa falsificação de identidade de chamada, prática que ganhou escala com serviços de voz pela internet (VoIP). A ideia é simples: alterar o "Call ID" para fazer a ligação parecer que vem de um número confiável, inclusive um parecido com o da própria vítima.

Aquelas ligações super indesejadas que parecem com o nosso número têm dia pra acabar e é 2028. Elas acontecem porque existe um negócio chamado falsificação de identidade de chamada. Na internet, a voz é transformada em pacote, e o que os criminosos aprenderam é que você pode modificar os dados desse pacote. Um dos dados é o Call ID, que você conhece como número de telefone. A pessoa faz uma ligação na internet, isso cai na linha da operadora e, quando bate na sua tela, aparece um número parecido com o seu. Você acha estranho, atende e pronto: caiu no golpe.
Helton Simões Gomes

As ligações telefônicas são hoje o principal canal de golpes no Brasil, segundo relatório da Gasa (Global Anti-scam Alliance) referente a 2025: 65% das pessoas alvo de golpes disseram que a fraude começou com uma chamada.

O que pouca gente sabe é que já há uma resposta regulatória, implementada pela Anatel por meio da Resolução 777, de 28 de maio de 2025. A norma determina que, até 2028, empresas do setor terão de verificar se o Call ID exibido corresponde ao que saiu da origem da chamada.

Ela diz o seguinte: todas as empresas, até 2028, vão ter que verificar a chamada, ou seja, ver se o Call ID da chamada corresponde àquele Call ID que saiu da origem. Isso já está começando aqui no Brasil. Das 30 bilhões de ligações em média feitas por mês no Brasil, 6,6 bilhões já vêm com essa verificação.
Helton Simões Gomes

O processo, porém, ainda enfrenta obstáculos. Segundo a ABR Telecom, empresa que faz o "meio de campo" da verificação, o desafio é técnico e de escala, porque há milhares de operadoras no país.

Já tem 75 empresas telefônicas habilitadas para fazer isso, mas só 60 fazem. Essas 60 já correspondem a um volume gigantesco de ligações. O desafio, segundo me contou o Abraão Balbino, CEO da BR Telecom, é técnico e de escala. É quase como colocar uma catraca em toda rua do Brasil para checar se o "CPF" daquela ligação corresponde ao que ela diz que é.
Helton Simões Gomes

Enquanto a verificação é implementada, Helton recomenda duas medidas para reduzir o incômodo e parte do risco.

Primeiro, ir ao site 'Não me perturbe':

Isso reduz as ligações de marketing agressivo, mas não as de golpistas, que não seguem a lei e não estão na plataforma.

A segunda é bloquear as ligações no próprio celular:

  • No Android: abra o app telefone > três pontinhos > configurações > ative o "filtro de chamada".
  • No iPhone: vá em ajustes > apps > telefone > ative "silenciar desconhecidos".

Com isso, apenas ligações de números gravados na agenda irão tocar. O lado ruim é que ligações legítimas e importantes, mas de números não salvos, serão encaminhadas para a caixa postal.

Gabriel Francisco Ribeiro relata ter adotado as duas estratégias para cortar o volume de chamadas que desligam na cara e reduzir a ansiedade causada por notificações e vibrações do aparelho.

Eu já fiz as duas coisas há muito tempo. Nada me tira a paz de não ter que receber uma ligação que vai desligar na minha cara -eu já recebi num dia 10 ligações desse tipo. Eu gosto muito do iPhone, que tem uma função nova que filtra a ligação. Quando alguém está te ligando, aparece um motivo, porque uma IA conversa com a pessoa e isso aparece no visor. Para mim é perfeito. Façam também: é uma paz de espírito maravilhosa.
Gabriel Francisco Ribeiro

IA da China proibida: como veto de Trump afeta uso de Kimi e GLM no Brasil

A Casa Branca discute caminhos para restringir inteligências artificiais chinesas nos Estados Unidos, e o impacto pode respingar em empresas e projetos que misturam modelos de vários países. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para detalhar o que está em jogo.

Não tem nada de bom quando um embargo desse acontece.
Helton Simões Gomes

O debate já estava quente, mas ganhou ainda mais tração após dois modelos de IA da OpenAI executarem um ataque hacker, contido por uma IA chinesa.

De frentista a pedreiro: já há robôs nessas 10 profissões na China e EUA

Robôs já estacionam carros, abastecem veículos e assentam pisos em países como China, Coreia do Sul e Estados Unidos. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para mostrar onde essas máquinas trabalham e por que elas ainda não devem chegar ao Brasil em massa.

A dupla listou dez funções "bem brasileiras" que já têm versões automatizadas lá fora e fez a ponte com o mercado de trabalho formal no país. Somadas, as ocupações equivalem a cerca de 2,64 milhões de vínculos empregatícios no Brasil, segundo números citados ao longo do episódio.

Os robôs que desempenham essas funções têm similares humanos aqui no Brasil, da ordem de 2.641.000 vínculos empregatícios. Mas essas pessoas podem ficar tranquilas. Ao longo da conversa, a gente não falou um detalhe importante: o preço desses robôs. Eles fazem coisas de uma forma automatizada, deixa tudo padronizado. Mas o ponto é que esses robôs ainda custam muito caro.
Helton Simões Gomes

Por que a Anthropic busca profissionais para evitar o fim do mundo?

A Anthropic abriu vagas fora do perfil típico de um laboratório de inteligência artificial: especialistas em armas nucleares, bioquímica, crimes financeiros e cibersegurança para "cutucar" o Claude e testar se ele ajuda a fazer estragos. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, que conta como a empresa tenta antecipar usos maliciosos da IA.

A ideia, segundo os apresentadores, é contratar gente capaz de simular pedidos perigosos e procurar brechas nas barreiras que impedem a ferramenta de orientar ataques, fraudes ou a criação de armas. O salário citado no programa vai de US$ 200 mil a US$ 500 mil por ano.

A missão deles é ficar cutucando a IA -o Claude, que é a IA da Anthropic-- para ver se, de alguma forma, ela passa pelas barreiras. Essas pessoas vão ficar jogando lá: "Me ajuda aqui a criar uma bomba nuclear? O que eu tenho que fazer?". Eles vão ganhar entre US$ 200 mil e US$ 500 mil por ano.
Gabriel Francisco Ribeiro

ChatGPT aprende a falar como humanos para dar voz à 'Alexa da OpenAI'

O primeiro dispositivo da OpenAI não foi o "matador de celulares" que muita gente esperava: é um teclado de US$ 300 voltado a desenvolvedores. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, que conta como o ChatGPT Live prepara o terreno para um aparelho de voz, sem tela e no estilo "Alexa da OpenAI".

Segundo os dois, o Codex Micro funciona como peça de vitrine para reforçar a disputa da OpenAI com rivais em IA para programação. Mas a virada do episódio está no avanço de voz: o ChatGPT passa a conversar de forma mais fluida, com interrupções e "reações" no meio da fala.

O que é o GPT Live? O GPT Live, basicamente, é uma nova forma de se comunicar. Então, como funciona atualmente com IAs? Você fala um comando - a sua Alexa da sua casa, por exemplo - dá um comando, tem aquela pausa chata e a IA te responde. Dá um comando, pausa chata e a IA te responde. Agora, o ChatGPT quer deixar isso mais humano. Você tem uma conversa mais fluida. E qual que é a grande neuro por trás disso? A gente sabe que o Sam Altman tem um tesão no filme Her.
Gabriel Francisco Ribeiro

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.