Ditador de Cuba diz que não vai renunciar ao cargo em meio a crescente pressão dos EUA

9 de Abr de 2026 - 22:30
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Ditador de Cuba diz que não vai renunciar ao cargo em meio a crescente pressão dos EUA

O líder do regime comunista de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (9) que não pretende deixar o cargo, em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos por mudanças políticas na ilha. A declaração foi dada durante entrevista à emissora americana NBC.

“Renunciar não faz parte do nosso vocabulário”, disse o ditador cubano quando questionado sobre a possibilidade de deixar o cargo de líder do regime comunista para “salvar” a ilha. Essa foi a primeira entrevista de Díaz-Canel para uma rede de televisão dos Estados Unidos.

Na mesma entrevista, Díaz-Canel afirmou que o regime cubano não reconhece qualquer influência externa sobre sua liderança.

“Em Cuba, quem ocupa cargos de liderança não é escolhido pelo governo dos Estados Unidos nem recebe mandato desse governo”, declarou. Ele lembrou que o país é um “Estado livre e soberano”, com “autodeterminação e independência”, e que não está sujeito às decisões de Washington.

A declaração de Díaz-Canel ocorre em um momento de aumento da pressão política e econômica dos Estados Unidos sobre Havana. O governo do presidente Donald Trump bloqueou recentemente o envio de petróleo da Venezuela para Cuba, agravando a crise energética enfrentada pelo país.

Além disso, Trump também classificou Cuba como uma “nação falida” e chegou a afirmar, durante discurso em Miami no fim de março, que a ilha poderia ser o próximo alvo da política externa americana após o conflito envolvendo o Irã.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse no mês passado que o sistema econômico da ilha comunista está “falido” e sugeriu a possibilidade de mudança de governo.

Em meio a esse cenário, Cuba tem buscado apoio internacional. Nesta quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, esteve em Havana e anunciou um novo envio de petróleo russo à ilha, com o objetivo de amenizar os efeitos das sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Outros petroleiros russos atracaram na ilha recentemente, sob aparente aval americano.