De castração química a fim da PM: o que os presidenciáveis propõem contra a violência
Por Aiuri Rebello
Especial para a Gazeta do Povo
01/08/2026 às 21:04
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Construção de presídios de segurança máxima com regime disciplinar diferenciado no meio da Floresta Amazônica. Diminuição da a maioridade penal para 16 anos ou extingui-la completamente. Castração química para estupradores. Drones para combater o feminicídio. E até o fim da Polícia Militar (PM) e das forças de segurança pública como um todo.
Chegado o momento das convenções partidárias e da oficialização das candidaturas dos partidos à Presidência da República nas eleições deste ano, começam a aparecer de maneira mais clara as propostas para a área de segurança pública, uma preocupação central apontada pelos eleitores. Levantamento Genial/Quaest divulgado em maio aponta a violência como a principal preocupação dos brasileiros, à frente de temas como corrupção, saúde, economia e educação, mantendo-se entre os principais temas que se cobram providências dos gestores públicos pelo menos desde o começo de 2025.
A persistência do tema no topo das preocupações sugere forte potencial de mobilização política e eleitoral. Da continuação do já está em curso até esdrúxulas e difíceis sugestões de se implementar, passando por boas ideias (elas também existem), a reportagem da Gazeta do Povo reuniu cinco dentre as principais propostas para o combate à violência no Brasil elencadas pelos principais nomes que estão colocados oficialmente ou como possibilidades para uma candidatura à Presidência da República.
As propostas dos candidatos a presidente para a área da segurança pública
Flávio Bolsonaro (PL)
- Classificar organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como terroristas;
- Construção de pelo menos cinco megaprisões de segurança máxima inspiradas em El Salvador;
- Castração química para criminosos sexuais;
- Redução da maioridade penal para 16 anos;
- Aumento de pena para os crimes de furto e roubo de telefones celulares.
Romeu Zema (Novo)
- Classificar organizações como o PCC e o Comando Vermelho como terroristas;
- Uso das Forças Armadas no combate a facções criminosas;
- Construção de presídio na Floresta Amazônica para abrigar líderes de facções criminosas;
- Retomar territórios dominados pelo crime organizado;
- Aumento de penas para integrantes de facções criminosas.
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