ChatGPT aprende a falar como humanos para dar voz à 'Alexa da OpenAI'

8 de Ago de 2026 - 06:30
 0  2
ChatGPT aprende a falar como humanos para dar voz à 'Alexa da OpenAI'

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; ; )

O primeiro dispositivo da OpenAI não foi o "matador de celulares" que muita gente esperava: é um teclado de US$ 300 voltado a desenvolvedores. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna , que conta como o ChatGPT Live prepara o terreno para um aparelho de voz, sem tela e no estilo "Alexa da OpenAI".

Segundo os dois, o Codex Micro funciona como peça de vitrine para reforçar a disputa da OpenAI com rivais em IA para programação. Mas a virada do episódio está no avanço de voz: o ChatGPT passa a conversar de forma mais fluida, com interrupções e "reações" no meio da fala.

O que é o GPT Live? O GPT Live, basicamente, é uma nova forma de se comunicar. Então, como funciona atualmente com IAs? Você fala um comando - a sua Alexa da sua casa, por exemplo - dá um comando, tem aquela pausa chata e a IA te responde. Dá um comando, pausa chata e a IA te responde. Agora, o ChatGPT quer deixar isso mais humano. Você tem uma conversa mais fluida. E qual que é a grande neuro por trás disso? A gente sabe que o Sam Altman tem um tesão no filme Her.
Gabriel Francisco Ribeiro

O Codex Micro é um teclado feito em parceria com uma empresa e pensado para usar o Codex, a plataforma da OpenAI para gerar código e aplicativos. De nicho, o produto possui botões para tarefas como debug e até um joystick.

É pra dev, é pra um público bem nichado. Ele tem alguns botões ali como fazer debug, tem um botão de áudio, tem um joystick ali que parece de videogame. Custa umas 300 doletas esse teclado, então não vai mudar a vida de ninguém, te garanto.
Gabriel Francisco Ribeiro

O teclado tem cara de movimento para endurecer a disputa no mercado de IA para programação, disputado por OpenAI e Anthropic.

Isso é mais uma estratégia de PR do que, de fato, uma estratégia para vender produto. Você fala: "a gente é tão bom em fazer código, a gente tem um produto para fazer código". Enquanto isso, a gente sabe que a Anthropic está um pouco na frente na corrida para disputar esse mercado.
Gabriel Francisco Ribeiro

O grande hardware da OpenAI, no entanto, ainda está por vir e o primeiro passo já foi dado: o lançamento do ChatGPT Live. A tecnologia de conversa "ao vivo" deve abastecer um dispositivo portátil, sem tela, com comandos de casa e desenhado pelo icônico designer Jony Ive, aponta Gabriel.

Antes mesmo de existir, esse aparelho já nasce cercado de barulho. A Apple processa a OpenAI por suposto roubo de funcionários e tecnologia, agora empregados no desenvolvimento do dispositivo.

IA da China proibida: como veto de Trump afeta uso de Kimi e GLM no Brasil

A Casa Branca discute caminhos para restringir inteligências artificiais chinesas nos Estados Unidos, e o impacto pode respingar em empresas e projetos que misturam modelos de vários países. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para detalhar o que está em jogo.

Não tem nada de bom quando um embargo desse acontece.
Helton Simões Gomes

O debate já estava quente, mas ganhou ainda mais tração após dois modelos de IA da OpenAI executarem um ataque hacker, contido por uma IA chinesa.

Ligações indesejadas com seu número na tela têm data para acabar no Brasil

Ligações com um número parecido com o seu e que muitas vezes desligam na sua cara têm data para desaparecer no Brasil: 2028. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para explicar por que esse tipo de chamada virou porta de entrada para golpes e o que muda com uma regra da Anatel.

O truque usa falsificação de identidade de chamada, prática que ganhou escala com serviços de voz pela internet (VoIP). A ideia é simples: alterar o "Call ID" para fazer a ligação parecer que vem de um número confiável, inclusive um parecido com o da própria vítima.

Aquelas ligações super indesejadas que parecem com o nosso número têm dia pra acabar e é 2028. Elas acontecem porque existe um negócio chamado falsificação de identidade de chamada. Na internet, a voz é transformada em pacote, e o que os criminosos aprenderam é que você pode modificar os dados desse pacote. Um dos dados é o Call ID, que você conhece como número de telefone. A pessoa faz uma ligação na internet, isso cai na linha da operadora e, quando bate na sua tela, aparece um número parecido com o seu. Você acha estranho, atende e pronto: caiu no golpe.
Helton Simões Gomes

De frentista a pedreiro: já há robôs nessas 10 profissões na China e EUA

Robôs já estacionam carros, abastecem veículos e assentam pisos em países como China, Coreia do Sul e Estados Unidos. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, para mostrar onde essas máquinas trabalham e por que elas ainda não devem chegar ao Brasil em massa.

A dupla listou dez funções "bem brasileiras" que já têm versões automatizadas lá fora e fez a ponte com o mercado de trabalho formal no país. Somadas, as ocupações equivalem a cerca de 2,64 milhões de vínculos empregatícios no Brasil, segundo números citados ao longo do episódio.

Os robôs que desempenham essas funções têm similares humanos aqui no Brasil, da ordem de 2.641.000 vínculos empregatícios. Mas essas pessoas podem ficar tranquilas. Ao longo da conversa, a gente não falou um detalhe importante: o preço desses robôs. Eles fazem coisas de uma forma automatizada, deixa tudo padronizado. Mas o ponto é que esses robôs ainda custam muito caro.
Helton Simões Gomes

Por que a Anthropic busca profissionais para evitar o fim do mundo?

A Anthropic abriu vagas fora do perfil típico de um laboratório de inteligência artificial: especialistas em armas nucleares, bioquímica, crimes financeiros e cibersegurança para "cutucar" o Claude e testar se ele ajuda a fazer estragos. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes recebe Gabriel Francisco Ribeiro, editor da coluna IAgora?, que conta como a empresa tenta antecipar usos maliciosos da IA.

A ideia, segundo os apresentadores, é contratar gente capaz de simular pedidos perigosos e procurar brechas nas barreiras que impedem a ferramenta de orientar ataques, fraudes ou a criação de armas. O salário citado no programa vai de US$ 200 mil a US$ 500 mil por ano.

A missão deles é ficar cutucando a IA -o Claude, que é a IA da Anthropic-- para ver se, de alguma forma, ela passa pelas barreiras. Essas pessoas vão ficar jogando lá: "Me ajuda aqui a criar uma bomba nuclear? O que eu tenho que fazer?". Eles vão ganhar entre US$ 200 mil e US$ 500 mil por ano.
Gabriel Francisco Ribeiro

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.