CEO da Nvidia diz que IA tem '0% de chance' de acabar com o mundo até 2030

19 de Set de 2026 - 18:00
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CEO da Nvidia diz que IA tem '0% de chance' de acabar com o mundo até 2030

Jensen Huang, CEO da Nvidia, disse que a inteligência artificial não vai acabar com o mundo até 2030 e cravou "0% de chance" para esse cenário, em entrevista à CBS News.

O que aconteceu

Huang afirmou que não compartilha do temor de que a IA possa destruir a humanidade no curto prazo. "Independentemente de como isso for caracterizado, a IA não será a responsável pelo fim do mundo até 2030. Há 0% de chance de isso acontecer", disse em entrevista para CBS News ontem.

O executivo defendeu que as empresas de tecnologia acelerem o desenvolvimento da IA, mesmo com alertas recentes de parte do setor. "Devemos ir o mais rápido que pudermos, afirmou para a TV norte-americana.

Ao falar sobre riscos, Huang disse que velocidade não pode significar colocar produtos no mercado antes de estarem prontos. "Vamos o mais rápido que pudermos, mas nunca deveríamos lançar produtos antes de estarem prontos, entregar produtos que sejam inseguros. E ninguém espera que façamos isso. Mas todo mundo espera que a gente tenha sucesso e ajude os EUA a serem o mais prósperos possível", declarou.

A fala ocorre em meio a episódios recentes em que sistemas de IA teriam saído do controle e até invadido sites. Esses casos reforçaram o debate sobre limites, regras e responsabilidade no avanço da tecnologia.

Por que parte do setor pede para desacelerar

Alguns líderes de empresas de IA passaram a defender uma pausa ou redução do ritmo para aumentar a segurança dos modelos. A iniciativa foi descrita em um texto de Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa do chatbot Claude.

Amodei disse que o setor precisa reduzir a velocidade de evolução das capacidades dos sistemas. "Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA", escreveu. O executivo disse que o alerta não significa interromper tudo, mas sim tratar o tema como sinal de atenção.

Outros nomes do setor também já defenderam cautela. Por outro lado, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, não quer que o desenvolvimento desacelere. Ele argumentou que regras de mercado e o risco de processos na Justiça funcionariam como proteção contra abusos e danos.