Campanha horrorosa termina em noite de delírio e êxtase para torcida do Flu
O Fluminense fez uma campanha horrorosa na fase de grupos da Libertadores e correu o risco de ser eliminado do torneio dentro de um grupo considerado muito fraco. Foi para a última rodada precisando vencer e tendo que torcer contra o Bolívar no outro jogo do grupo. Por sorte, o Bolivar, mandante do seu jogo, não estava jogando na altitude de La Paz: questões políticas mudaram a partida para Santa Cruz de la Sierra.
Maracanã lotado para torcer por essa combinação de resultados. Outra vez, o Fluminense não jogou bem, mas fez o resultado. Enquanto isso, em Santa Cruz de La Sierra, Rivadavia e Bolivar empatavam em um a um. Mas a partida estava dez minutos atrasada em relação ao jogo do Maracanã, então o apito final no Rio ainda não indicava o Fluminense na fase eliminatória da Libertadores; seria preciso esperar o resultado de Bolivar e Rivadavia, que ainda empatavam em um a um. Se o Bolivar fizesse um gol, o Fluminense dava adeus à Libertadores.
No Maracanã, a torcida ficou. No campo, o elenco também ficou. Todo mundo acompanhando o que acontecia em Santa Cruz de La Sierra. Mais de quarenta mil tricolores em pé esperando o final da outra partida. Poderia ter terminado assim, e a torcida voltaria para casa feliz e classificada. Mas o futebol quer festa: o Rivadavia marcou e o Maracanã explodiu como se fosse um título. Quem lá esteve jamais esquecerá. Não precisava ter sido assim, verdade. Mas foi, e foi delicioso.
Opinião
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