Arnaldo: Espanha ainda é 'favoritaça' mesmo após classificação da Argentina
A Espanha seguiu como "favoritaça" para a final contra a Argentina, mesmo depois de uma classificação que mexeu com a torcida e com o clima do mata-mata, avaliou Arnaldo Ribeiro no Posse de Bola, do Canal UOL.
No debate, os comentaristas trataram do peso emocional em torno de Lionel Messi e do padrão de reação argentina nos minutos finais. Para Arnaldo, a Espanha joga de um jeito que tende a reduzir o "conflito" e impor perseguição ao adversário.
Eu vou manter o favoritismo da Espanha pra decisão de domingo, mesmo vendo tudo que vocês estão falando e sendo arrepiado aqui à distância. Eu acho que esse não querer terminar, essa última dança, como disse o Júlio, esse espírito vai permanecer. Mas a coisa bélica ela não terá. A Espanha é uma outra coisa. A Espanha faz o outro time correr atrás dela. E o Scaloni tem sido genial muito mais no durante do que no antes. As escalações iniciais não têm funcionado, e aí o plano da última parada, com as trocas todas, tem sido super bom.
Arnaldo Ribeiro
Arnaldo disse que a Argentina leva para a Copa do Mundo 2026 um "espírito" de resistência e de "última dança", mas vê o confronto com a Espanha como um teste diferente, pela dificuldade de perseguir e anular um time que controla a bola.
Para Casagrande, o que a Argentina tem mostrado no mata-mata pode mexer com a cabeça do outro lado. Ele imaginou a seleção espanhola assistindo ao jogo anterior e tentando antecipar "comportamento" e respostas para o que viu.
Eu acho que eles estão assustados com o que eles viram.
Casagrande
Julio Gomes discordou do tom e disse que a Espanha tende a se manter fiel ao próprio plano, como já fez em jogos recentes. Para ele, a Argentina será respeitada, mas não necessariamente colocará medo em um time que se sente seguro do que faz.
Eu não acho que a Espanha vai ficar assustada com a Argentina. Eles vão, obviamente, respeitar, se preparar para esse jogo, mas tudo o que a gente viu da Espanha nos últimos anos é: "nós temos o nosso jeito de jogar, nós temos um plano e nós vamos seguir com isso".
Julio Gomes
Danilo Lavieri apontou que a Argentina tem um componente emocional que "vai além" da explicação tática e pode pesar na decisão. Ele citou a devoção por Messi, a conexão com a torcida e a capacidade de arrancar vitórias "no sofrimento".
Tem alguma coisa nessa Argentina que vai além do que a gente consegue explicar. A leveza do título, a devoção pelo Messi, a conexão com a torcida, a conexão com o país. Tem um negócio que a gente sente no ar que vai fazer alguma coisa diferente no jogo. É difícil explicar o que essa Argentina consegue fazer.
Danilo Lavieri
Na leitura de Arnaldo, o grande desafio da Espanha será controlar a transformação argentina no fim das partidas. Ele comparou esse trecho ao "último quarto" do basquete e disse que o time espanhol precisa, sobretudo, estar atento ao desfecho.
Ficou claro em todos os jogos do mata-mata que na parte final dos jogos existe uma transformação. A Espanha tem que se preocupar, sobretudo, com o último quarto. Até o último quarto, ela vai dominar os outros.
Arnaldo Ribeiro