Zagallo é exaltado como maior técnico da seleção em série de Galvão Bueno

2 de Jun de 2026 - 18:15
 0  1
Zagallo é exaltado como maior técnico da seleção em série de Galvão Bueno

Campeão como jogador, técnico e coordenador. Revolucionário em campo e vencedor fora dele. Para nomes como Rivellino, Ricardo Rocha e Carlos Alberto Parreira, não há discussão: Mário Jorge Lobo Zagallo é o maior técnico da história do futebol brasileiro.

No quarto episódio do "Seleção com Galvão", campeões mundiais e personagens do futebol brasileiro revisitam a trajetória do Velho Lobo. A entrevista foi produzida pelo NSports.

São os bastidores sobre o peso e os desafios da amarelinha, com Galvão Bueno passeando por temas como Neymar, Zagallo, Ancelotti, Pelé e os títulos mundiais.

O "Seleção com Galvão" vai ao ar no perfil do UOL Esporte no Instagram, e a série de entrevistas de Galvão Bueno será publicada diariamente no YouTube do UOL Esporte.

O pioneiro Zagallo

Ponta-esquerda de origem, Zagallo marcou época por uma função pouco comum nos anos 1950: atacava, recompunha e ajudava o meio-campo, dando ao Brasil uma organização que ultrapassava o tradicional 4-2-4.

Zagallo é o maior de todos. Ele falava assim pra gente: 'faltam seis', 'faltam cinco'. Ele fazia a gente esquecer o que passou e se concentrar no futuro. Ele foi muito importante para a gente, em 1994
Ricardo Rocha, zagueiro da seleção no ciclo do tetra

O estilo competitivo e inovador o consagrou como bicampeão mundial dentro de campo, nas Copas de 1958 e 1962. Mas o capítulo que eternizou Zagallo na seleção brasileira viria anos depois.

No México, em 1970, o Velho Lobo comandou uma equipe histórica e administrou um desafio que parecia impossível: reunir talento, ego e genialidade em um mesmo time.

Com Pelé, Rivellino, Gérson, Jairzinho e Tostão, o Brasil conquistou o tricampeonato com uma campanha perfeita: seis vitórias em seis jogos, 19 gols marcados e apenas sete sofridos.

Havia uma pressão para me colocar como ponta, em 70.
Rivellino, campeão mundial em 1970

De 1970 a 1994, Zagallo atravessou gerações do futebol brasileiro. Passou por clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco, além de abrir caminho para treinadores brasileiros no exterior ao comandar as seleções do Kuwait e da Arábia Saudita.

Galvão Bueno destaca que Zagallo não era apenas vencedor. Era um construtor de times e um símbolo da seleção brasileira.

"Ele sabia competir como poucos. E tinha personalidade para lidar com jogador grande e momento grande", observa Galvão.

Reconhecido internacionalmente, Zagallo foi eleito o nono melhor treinador de todos os tempos pela revista World Soccer e o 27º melhor jogador da história pela revista FourFourTwo.

Em 1994, voltou ao topo do mundo como coordenador técnico da seleção de Carlos Alberto Parreira, conquistando o tetracampeonato nos Estados Unidos.

Sou fã dele, é o maior de todos. Aprendi tudo com ele. Ele criou o 4-3-3 como jogador e eu perguntei: 'Alguém te pediu pra fazer aquilo?' E ele respondeu: 'não, foi por minha conta'
Carlos Alberto Parreira, companheiro de Zagallo em 1970 e 1994