'Tuchel foi muito bem no jogo', diz Massini sobre virada da Inglaterra
A Inglaterra sentiu o gol sofrido no começo, mas reagiu e virou contra a República Democrática do Congo com mudanças que "fizeram todo sentido", avaliou Paulo Massini no Fim de Papo, do Canal UOL.
O comentarista disse que o cenário do jogo contrariou a expectativa de uma Inglaterra com mais posse diante de um rival postado atrás. Ainda assim, ele viu o time crescer no segundo tempo e creditou a virada às mexidas de Thomas Tuchel.
A Inglaterra mudou bastante no segundo tempo, a despeito de tomar um gol logo no começo, num jogo em que você espera ter mais a bola com o adversário postado lá atrás para fazer o seu gol. Quando você erra da forma tão inocente como é bom o sistema defensivo da Inglaterra a ponto de deixar o Cipenga livre para fazer o gol lá pelo lado esquerdo, é uma coisa que mexe com a estrutura da equipe. A Inglaterra sentiu o gol. E, para mim, o Tuchel foi muito bem no jogo. As mudanças que ele fez fizeram todo sentido. O Gordon deu os dois passes [para os gols]. O Saka entrou bem. O time melhorou bastante com as mudanças que ele fez.
Paulo Massini
Massini disse que a discussão sobre "teimosia" do treinador não se sustentou pelo que foi visto em campo. Ele até citou um ditado do futebol - "mexe bem quem escala mal" -, mas afirmou que não viu erro na escalação inicial.
Para ele, o ponto de inflexão foi o gol cedo e o peso que a Inglaterra carregava no confronto. "A responsabilidade que tinha a Inglaterra de eliminar a República Democrática do Congo entrou em cena", comentou, ao explicar o impacto emocional e tático do lance.
Ao falar do rival, Massini também destacou que o Congo tem jogadores formados fora do país e que isso aparece no nível de organização e execução. Na leitura dele, a Copa do Mundo 2026 tem reforçado como o futebol está mais globalizado e como "as fronteiras mudaram".
Fábio Lázaro concordou que a Inglaterra precisou "fazer alguma coisa" e avaliou que as mudanças de Tuchel empurraram o Congo para trás, até o adversário não conseguir mais sustentar o bloco médio-baixo. Ele disse que não viu um erro específico do técnico congolês, mas "circunstancial da partida".
A Inglaterra empurrou, e aí o jogo ficou um pouco desconfortável para a seleção do Congo. Eu não acho que teve um erro do Desabre [Sebastién, técnico do Congo], eu acho que foi circunstancial da partida mesmo.
Fábio Lázaro