Trump vai denunciar vulnerabilidades em urnas eletrônicas dos EUA em discurso, diz agência

14 de Jul de 2026 - 08:30
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Trump vai denunciar vulnerabilidades em urnas eletrônicas dos EUA em discurso, diz agência

A agência Reuters informou nesta segunda-feira (13) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação na noite de quinta-feira (16), no qual falará sobre informações de agências de inteligência referentes a investigações sobre as eleições no país e que tiveram seu sigilo recentemente retirado.

Segundo a agência britânica, uma fonte do governo Trump afirmou que tais informações apontam “vulnerabilidades” nas urnas eletrônicas utilizadas em vários locais de votação nos Estados Unidos.

Falando sob condição de anonimato, a autoridade disse à Reuters que Trump abordará em seu discurso as eleições de meio de mandato presidencial, as chamadas midterms, que serão realizadas em novembro, e o que integrantes da Casa Branca consideram “falhas” nas urnas eletrônicas que poderiam permitir invasões cibernéticas de agentes de outros países.

A fonte acrescentou que as informações de inteligência recém-desclassificadas que serão comentadas por Trump estão relacionadas à eleição presidencial de 2020, na qual o republicano foi vencido pelo democrata Joe Biden. Trump mantém até hoje o argumento de que ocorreu fraude naquele pleito.

No início do mês, a agência Associated Press informou que o FBI ordenou o envio de 260 analistas de investigação e especialistas em operações de outros escritórios para ajudar na investigação sobre a eleição de 2020 no condado de Fulton, na Geórgia, um dos principais focos das acusações de fraude de Trump.

Segundo a AP, o memorando determinando o envio desses agentes descreveu o caso como uma “investigação prioritária”.

O pronunciamento será a mais recente ação de Trump visando as midterms. Na semana passada, ele demitiu dois comissários democratas da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA (EAC, na sigla em inglês), agência federal que fornece financiamento e orientações de segurança a autoridades eleitorais dos estados americanos, o que, somando também as renúncias de dois comissários republicanos, deixou o colegiado sem integrantes.

Em comunicado, a Casa Branca confirmou as demissões dos comissários democratas e afirmou que Trump possui autoridade legal para destituir autoridades que não estejam “alinhadas” à missão do governo de “garantir a segurança eleitoral e a contagem de votos legítimos”.

O desmantelamento da comissão ocorreu depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter dado em junho amplos poderes ao presidente para demitir diretores de agências independentes.

No ano passado, Trump determinou em ordem executiva que a EAC incluísse a exigência de comprovação de cidadania americana nos formulários federais de registro de eleitores e que a comissão pressionasse os estados para que só admitissem o recebimento de votos por correio que chegassem até o dia da eleição. A Justiça americana suspendeu essa ordem executiva no final de junho.