Trump descarta novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas nos EUA

8 de Out de 2026 - 16:45
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Trump descarta novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que não realizará novos ataques contra o Irã antes das eleições legislativas americanas, as “midterms”, que devem acontecer no dia 3 de novembro. Em publicação na Truth Social, o republicano disse que Washington mantém neste momento negociações com o regime islâmico e deixou claro que o bloqueio imposto ao país continuará em vigor.

“Estamos tendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã”, escreveu Trump. “Não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro”, afirmou.

O presidente afirmou que o regime iraniano está em condições econômicas e militares “muito ruins” e que, apesar das conversas, os Estados Unidos não pretendem aliviar a pressão sobre o país. Trump também citou o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, 22 milhões de barris de petróleo já passaram pela região apenas na noite desta quarta-feira (7), sem que nenhum deles tivesse origem ou destino o Irã.

Trump voltou a dizer na publicação que não permitirá que o regime iraniano desenvolva armas nucleares.

A declaração foi publicada por Trump depois que a imprensa americana começou a publicar informações sobre supostos preparativos da Casa Branca para retomar ataques contra Teerã. O portal americano Axios informou que o Pentágono havia orientado o Comando Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio, a concluir os preparativos para uma eventual retomada das operações militares na região.

Washington e Teerã trocaram propostas para encerrar o conflito nas últimas semanas e resolver a situação no Estreito de Ormuz, mas ainda não chegaram a um acordo definitivo. Trump rejeitou a proposta mais recente apresentada pela ditadura islâmica. Os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques contra o Irã em fevereiro deste ano.

O conflito tem pressionado os republicanos nos EUA, que lutam para manter o controle do Congresso nas eleições legislativas de novembro.