Testamos as câmeras do iPhone 17 Pro: zoom demorou, mas finalmente evoluiu
O iPhone 17 Pro chegou ao mercado em com mudanças importantes em uma linha que vinha evoluindo de forma mais discreta. Além do visual, o aparelho tem tela mais brilhante do que a geração anterior, processador atualizado e novos recursos para fotos e vídeos.
Durante os testes, usei o celular no dia a dia, no trabalho, na produção de conteúdo e em diferentes situações de fotografia. Depois de algumas semanas com ele nas mãos, estas foram as minhas impressões.
O que gostei
Sim, eu acabei gostando do laranja. No início estranhei muito o laranjão chamativo cor das abóboras do Halloween, mas depois de alguns dias de uso me peguei olhando para o celular e pensando: "não é que esse laranja ficou bonito com o tempo?!
Também utilizei o aparelho com uma capa azul-escura, e a combinação com o módulo de câmeras laranja ficou melhor do que eu imaginava. Para quem não curtiu a ousadia, há opções em azul e prata.
Câmeras finalmente evoluíram no zoom. Se existe uma área em que a Apple vinha sendo cobrada por muitos fãs, era na fotografia com zoom óptico e digital. Enquanto concorrentes já oferecem aproximações para fotos de 100, 200 vezes unindo os dois, o iPhone demorou entregar uma resposta mais competitiva — e atrativa para os usuários.
O conjunto fotográfico é composto por três sensores:
- Ultrawide de 48 MP
- Câmera principal de 48 MP
- Teleobjetiva de 48 MP (contra 12 MP no iPhone 16 Pro)
O celular oferece diferentes níveis de enquadramento, passando por:
0,5x (campo de visão mais aberto)
E os inéditos 8x com o auxílio do zoom digital, a aproximação chega a 40 vezes para fotografias. Não tenho o que reclamar das fotografias com a aproximação óptica dos últimos iPhones.
Nos testes, o novo alcance foi bem aproveitado em registros de shows. Usei até em algumas coberturas de eventos para conseguir ler as palavras pequenas das apresentações da distância em que eu estava —é ótimo também para aproximar placas na rua caso você tenha esquecido os seus óculos.
No mais, a qualidade geral das imagens segue entre os pontos fortes do ecossistema Apple, com cores equilibradas, alcance dinâmico e resultados consistentes em diferentes cenários.
Selfies melhores e opções de enquadramento inteligente. A câmera frontal passou de 12 MP para 18 MP. O ganho de qualidade não é algo que salta aos olhos imediatamente, mas existe. As fotos capturam mais detalhes e oferecem mais margem para edição posterior.
Entre os recursos inaugurados com a linha, eu gostei muito do Center Stage. Ele faz ajustes automáticos na composição da cena facilitando tanto fotos verticais quanto horizontais sem necessidade de virar constantemente o aparelho.
O sistema também reconhece quando há mais pessoas na imagem e faz essas alterações para incluir todos os participantes da selfie.
Gravações com as câmeras traseiras e frontal simultaneamente. Um recurso já visto em outros celulares Android, chegou aos iPhones com a linha 17: a gravação simultânea usando as câmeras de selfie e as de trás. A função pode ser interessante para criadores de conteúdo, vlogs e registros de bastidores.
Tela mais confortável ao ar livre. Por mais um ano, a Apple focou em melhorar o brilho na tela do celular. O iPhone 17 Pro conta com um painel de 6,3 polegadas e brilho máximo de até 3.000 nits em ambientes externos.
Na geração anterior, esse número era de 2.000 nits. Não que o modelo anterior fosse ruim, mas tecnicamente isso reduz ainda mais o risco de reflexos em dias ensolarados ou com incidência de muita luz.
Durante os testes, a leitura de livros digitais e o uso em diferentes ambientes, como transporte público, escritório, parques e áreas externas, ocorreram sem dificuldade. É uma evolução que pode parecer pequena no papel, mas melhora a experiência no uso cotidiano.
Desempenho de sobra para qualquer tarefa. Equipado com o processador A19 Pro, o iPhone 17 Pro entrega o desempenho esperado de um celular premium.
O chip foi projetado para ampliar a eficiência energética e lidar com aplicações pesadas, inteligência artificial, edição de vídeo e games exigentes sem dificuldades. Durante os testes, programas de edição de vídeo rodaram de forma fluida e o aparelho manteve excelente desempenho mesmo com múltiplas tarefas abertas simultaneamente.
Outro destaque é a adoção de uma câmara de vapor para resfriamento. Segundo a Apple, o sistema ajuda a controlar melhor a temperatura em atividades mais exigentes.
Pontos de atenção
Ainda esquenta em uso intenso. Mesmo com o sistema de resfriamento, o aquecimento não foi completamente eliminado. Em um dos testes, após cerca de uma hora e meia registrando fotos e vídeos em um dia acima de 30°C, o aparelho ficou bastante quente.
Por outro lado, durante o uso comum com redes sociais, aplicativos de mensagens, streaming de música e navegação, o comportamento térmico foi controlado.
Bateria melhorou, mas ainda deixa a desejar pelo alto investimento. Segundo a Apple, o iPhone 17 Pro alcança até 31 horas de reprodução de vídeo, superando as 27 horas prometidas pelo iPhone 16 Pro.
A evolução existe e pode ser atribuída à combinação entre o novo processador e melhorias de eficiência energética. Ainda assim, no uso real, o cenário não muda radicalmente. É um avanço bem-vindo, mas que ainda não coloca o modelo entre os grandes destaques do mercado nesse quesito
Para quem vale a pena?
O iPhone 17 Pro é uma atualização interessante para quem já tem um iPhone e prioriza explorar mais e mais as experiências em fotografia e vídeo.
As melhorias nas câmeras, especialmente no zoom, resolvem uma das principais limitações apontadas pelos usuários nas últimas gerações.
Para quem trabalha com fotografia, grava vídeos regularmente ou simplesmente busca uma das melhores experiências disponíveis no mercado, o modelo entrega argumentos sólidos para a compra.
Por outro lado, quem não faz questão do zoom avançado ou dos recursos profissionais pode considerar alternativas mais acessíveis dentro da própria família, como o iPhone 17 ou o iPhone Air.
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