Secretário de Trump diz que fuzilamento de ex-militar condenado à morte será exibido na internet
O Pentágono anunciou nesta quinta-feira (8) que vai transmitir ao vivo pela internet a execução por fuzilamento de um ex-militar americano.
Nidal Malik Hasan é um ex-major e ex-médico do Exército dos Estados Unidos que em 5 de novembro de 2009 matou 13 pessoas e feriu outras 32 em um ataque a tiros na base de Fort Hood, no Texas.
Em entrevista ao podcaster Jack Posobiec na quarta-feira (7), o secretário da Guerra, Pete Hegseth, disse que a execução de Hasan por um pelotão de fuzilamento será transmitida pela internet.
“Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público, porque as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”, disse Hegseth.
A execução de Hasan foi marcada para 3 de dezembro, na base onde ocorreu o ataque. “Vamos fazer isso à uma da tarde [horário local], que foi [o horário em] que ele cometeu o crime, e serão soldados com fuzis compondo o pelotão de fuzilamento”, afirmou Hegseth.
Nesta quinta-feira, fontes do Pentágono confirmaram à imprensa americana que a execução por fuzilamento, recomendada por Hegseth e aprovada pelo presidente Donald Trump, será transmitida ao vivo, e o secretário da Guerra reiterou a informação ao compartilhar no X uma notícia da CBS News sobre o assunto e escrever: “Correto”.
No julgamento em 2013, Hasan, cujos pais migraram dos territórios palestinos para os Estados Unidos, onde ele nasceu em 1970, disse que seu objetivo era matar soldados que seriam enviados ao Afeganistão para participar do que chamou de “uma guerra ilegal”.
A última vez que os Estados Unidos realizaram uma execução por fuzilamento de um militar do seu exército foi em janeiro de 1945, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.
A notícia sobre a transmissão da execução gerou críticas de políticos americanos. No X, o senador republicano Thom Tillis escreveu que Hasan “deveria enfrentar a pena de morte, mas tornar sua execução pública e transmiti-la via streaming” é algo “absolutamente repugnante”.
“Execuções públicas são práticas de ditaduras opressivas como as do Irã e do Afeganistão. Isso não deveria acontecer nos Estados Unidos”, afirmou o republicano.
O senador democrata Chris Murphy também criticou a medida, em entrevista à emissora CNN. “Isso é repugnante. Ele [Hegseth] está imitando as execuções do Estado Islâmico?”, disse o parlamentar oposicionista. “É nisso que os Estados Unidos se transformaram? É algo realmente extraordinário.”