Netanyahu conversa com Flávio e pede “renovação da amizade” entre Brasil e Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone nesta quinta-feira (8) com o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo informações do jornal The Times of Israel, o gabinete do premiê informou que Netanyahu parabenizou Flávio por ter ficado em primeiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial, realizado no último domingo (4), qualificando-se para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para o dia 25.
“Os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países, como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países da América do Sul”, afirmou o comunicado do gabinete, que acrescentou que Netanyahu convidou Flávio para visitar Israel, e o candidato chamou o premiê israelense para vir ao Brasil.
Logo após a divulgação dos resultados do primeiro turno, Netanyahu e o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa’ar, ambos desafetos de Lula, foram às redes comentar a eleição brasileira.
“Parabéns, Flávio Bolsonaro, pela votação de ontem e boa sorte na reta final. Espero com entusiasmo restabelecer a extraordinária amizade entre Israel e o Brasil”, disse Netanyahu em um comunicado publicado no X na segunda-feira (5), no qual desejou uma “grande vitória” ao seu “amigo” brasileiro.
“Parabenizo Flávio Bolsonaro pelo resultado no primeiro turno das eleições presidenciais do Brasil e desejo-lhe sucesso na etapa final decisiva”, escreveu Sa’ar.
Lula acumulou conflitos com Israel durante o seu terceiro mandato. Em agosto do ano passado, o governo Netanyahu anunciou que as relações com o Brasil estão sendo conduzidas em “um nível diplomático inferior”, depois que a gestão Lula não concedeu a permissão (chamada de agrément) ao indicado para ser embaixador israelense em Brasília, o diplomata Gali Dagan.
No anúncio, o governo de Israel acusou o Brasil de adotar uma “linha crítica e hostil” desde os ataques do grupo terrorista Hamas em outubro de 2023 que desencadearam a guerra em Gaza, postura que “se intensificou a partir do momento em que o presidente Lula comparou as ações de Israel às dos nazistas” no conflito, alegou a gestão Netanyahu.
Israel havia declarado o presidente brasileiro persona non grata em fevereiro de 2024 em razão dessas declarações e o acusou de antissemitismo.