Quem a seleção França lembra
A França de Doué, Dembélé, Olise (pronuncia-se Olisê) e Mbappé lembra o quê?
Lembra o Brasil de Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico.
Já a França de Dembélé, Olise e Mbappé lembra o Brasil de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo Fenômeno.
Houve uma França, na Copa de 1982, de Tigana, Giresse, Platini e Genghini que também era espetacular.
Se a atual será campeã ou não saberemos até o dia 19 de julho.
Se tiver a Espanha como adversária na semifinal, e a Argentina na final, a vida francesa ficará mais complicada.
Se for a Bélgica na semi e a Suíça, Inglaterra ou Noruega na final, menos complicada.
Mas seja quem for, lembrando que na última Eurocopa, em 2024, os franceses pararam exatamente na Espanha, derrotados por 2 a 1 na semifinal, mas sem Doué e Olise, o melhor futebol desta Copa já tem dono.
Parece impossível que alguém os derrote, embora não exista o impossível no futebol.
Verdade que em 1950 também parecia impossível o Uruguai ganhar do Brasil, em 1954 a Alemanha derrotar a Hungria e, em 1982, a Itália superar o Brasil.
Uma coisa é certa: como o Brasil foi o país que produzia os melhores jogadores do Planeta Bola, hoje o lugar é da França.
Porque uma política de Estado resolveu investir na base e formar não apenas grandes craques como, também, cidadãos
Kylian Mbappé joga uma barbaridade, é antirracista militante, recusa campanhas de bets e denuncia a extrema-direita francesa.
Dembélé também se pronuncia publicamente contra a extremista de direita Marine Le Pen.
Aí, a dupla francesa lembra a corintiana Sócrates e Casagrande.
Reportagem
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.