Preços da gasolina, álcool e diesel caem, mas gás de cozinha sobe, diz ANP
Os preços da gasolina, do etanol e do diesel caíram nos postos na semana de 26 de abril a 02 de maio, enquanto o gás de cozinha subiu, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O que aconteceu
O preço da gasolina recuou 0,72% na comparação com a semana de 19 a 25 de abril. O litro foi vendido a R$ 6,67 no Brasil, em média. Em comparação com os preços praticados antes da guerra, porém, a gasolina comum ficou 6,21% mais cara.
Mas o valor variou entre estados e capitais. O preço médio foi maior nos estados de Roraima (R$ 7,74), do Acre (R$ 7,49) e de Rondônia (R$ 7,28), e menor no Distrito Federal (R$ 6,27), em Minas Gerais (R$ 6,37) e na Maranhão (R$ 6,42). Boa Vista foi a capital com o maior preço (R$ 7,74) e São Luís registrou o menor (R$ 6,15). Em São Paulo, o preço ficou em R$ 6,60.
O preço nacional do diesel recuou 1,53% no mesmo período, em média. A queda nominal foi de R$ 0,11, para R$ 7,10 o litro. O preço subiu 17,74%, no entanto, na comparação com o que era cobrado antes da guerra no Irã.
A variação de preço também depende do estado e da capital. O preço médio foi maior nos estados do Acre (R$ 8,02), da Alagoas (R$ 7,86) e de Bahia (R$ 7,79), e menor em Minas (R$ 6,87), no Espírito Santo (R$ 6,89) e em Paraíba (R$ 6,91). Salvador foi a capital com o maior preço (R$ 7,89) e São Luís registrou o menor: R$ 6,55. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 7,11.
O etanol custou R$ 4,56 o litro, na média nacional. A queda foi de 2,14% em relação à semana terminada em 24 de abril. Em comparação com os preços praticados antes da guerra, o etanol ficou 1,51% mais barato.
O preço do etanol não se repete em nenhum estado ou capital. O preço médio foi maior nos estados de Rondônia (R$ 5,68), de Pernambuco (R$ 5,64) e de Sergipe (R$ 5,61), e menor em São Paulo (R$ 4,29), em Mato Grosso do Sul (R$ 4,38) e em Mato Grosso (R$ 4,53). Recife foi a capital com o maior preço (R$ 5,75) e Campo Grande registrou o menor (R$ 4,29). Na capital paulista, o combustível custou R$ 4,35.
O gás liquefeito de petróleo (GLP), usado no botijão de cozinha, subiu 0,24% entre 26 de abril a 02 de maio O preço médio nacional foi de R$ 114,88. O valor do GLP está 4,56% superior ao que era cobrado antes da guerra.
O preço do botijão também variou de acordo com a região. O valor médio foi maior nos estados de Roraima (R$ 142,27), do Tocantins (R$ 133,58) e de Amapá (R$ 128,76), e menor foi no Rio de Janeiro (R$ 103,52), no Espírito Santo (R$ 104,19) e em Pernambuco (R$ 104,74). Boa Vista foi a capital com o maior preço (R$ 142,27) e Rio de Janeiro registrou o menor (R$ 98,43). Em São Paulo, o preço ficou em R$ 119,76.
Apenas o gás de cozinha e o alcool estão mais baratos na copnaração com o que se cobrava antes da guerra. A variação se deve em parte a medidas anunciadas pelo governo para tentar conter a alta dos combustíveis em razão da guerra no Irã, que elevou o preço do barril de petróleo, .
Governo tenta conter preços
Em março, o governo lançou um pacote para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã. As medidas incluem .
O Planalto criou uma subvenção de R$ 1,20 para o diesel importado. A medida contou com apoio dos estados, limitou o custo a R$ 4 bilhões e foi compensada pelo aumento de impostos sobre cigarros.
O diesel produzido no Brasil recebeu um subsídio federal de R$ 0,80 por litro. A regra exigiu que os produtores aumentassem o volume vendido e repassassem o desconto ao consumidor final.
A importação de gás de cozinha também teve ajuda de custo. O governo pagou R$ 850 por tonelada do produto importado para equiparar o preço ao do mercado nacional.
Os impostos federais sobre o biodiesel e o diesel foram zerados. A retirada do PIS e da Cofins reduziu o valor nas refinarias e gerou economia nas bombas.
O setor aéreo ganhou uma linha de crédito de R$ 9 bilhões. Além disso, o querosene de aviação ficou sem impostos federais e as companhias adiaram o pagamento de tarifas.
A fiscalização contra aumentos abusivos ficou mais rígida. Um projeto de lei prevê até cinco anos de prisão para quem elevar preços sem justificativa ou recusar o fornecimento.
Agora o governo quer segurar os preços da gasolina. No final do mês passado, enviou um projeto de lei complementar em que pede ao Congresso que aprove o uso do excedente de lucros com a alta nos preços internacionais do petróleo .