Pilotos da MotoGP se opõem a multas por ausência em eventos com fãs

12 de Out de 2026 - 19:00
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Pilotos da MotoGP se opõem a multas por ausência em eventos com fãs

Os pilotos da MotoGP se opuseram à iniciativa do Campeonato Mundial de multá-los em cinco mil euros (R$ 27,8 mil) caso não cumpram o tempo mínimo de participação em eventos com os fãs durante o fim de semana de corrida. O editor recomenda:

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O Mundial de Motovelocidade comunicou às equipes no último sábado, na Indonésia, que aplicará uma multa de cinco mil euros aos pilotos que não dedicarem um tempo mínimo aos eventos com os fãs, conforme divulgado pelo Motorsport.com. Entre esses eventos está o “Hero Walk”, realizado na manhã de domingo, onde os pilotos, por 20 minutos, tiram fotos e dão autógrafos aos fãs, e que neste domingo, em Mandalika, sob um sol escaldante e com mais de 30°C, já registrou algumas ausências importantes, que supostamente já deverão pagar as primeiras multas. De acordo com essa nova iniciativa, o piloto que não permanecer no local por um tempo mínimo estabelecido (10 minutos no “Hero Walk”) pagará a multa, que aumentará em caso de reincidência, podendo chegar a se transformar em sanções esportivas, como perda de posições no grid ou pontos na classificação geral. “Não vou me pronunciar sobre esse assunto, não quero ter problemas. Se você fosse piloto, seria a favor ou contra?”, perguntou Fabio Quartararo, astro da Yamaha e que mais de 2,5 milhões de seguidores no Instagram. “Não concordo com isso. Numa situação assim, a organização do campeonato não sabe como o piloto está. Por exemplo, concordo que Marc Márquez não tenha ido à corrida de kart (no Japão, onde enviou um substituto), porque está em jogo algo muito mais importante”, disse Pedro Acosta, quando questionado pelo Motorsport.com. “Entendo que às vezes você chega a um evento e vai embora logo, entendo que fiquem irritados, mas se alguém sofreu uma queda e precisa escolher entre se recuperar ou dar autógrafos, vai se recuperar. Entendo que precisamos fazer mais coisas, porque, no geral, estamos todos passando por um pouco disso, mas é preciso entender a situação de cada um". "É preciso encontrar um meio-termo. Por não comparecer a um evento, não podem tirar pontos na classificação geral nem posições no grid, isso é uma bobagem”, acrescentou o piloto da KTM. Embora seja verdade que Márquez, há uma semana, tenha faltado a um evento de kart e enviado um “dublê”, a verdade é que o campeonato já vinha acompanhando a situação há semanas, portanto essa ausência não foi o gatilho para essa nova iniciativa. “Nós, pilotos, somos os primeiros a querer que o esporte cresça”, explicou Marc quando o Motorsport.com pediu sua opinião sobre o tema. “Mas, do meu ponto de vista, há outras maneiras pelas quais o campeonato pode crescer sem forçar tanto e exigir tanto dos pilotos". "Exige-se muito fisicamente, e não é todo fim de semana. São momentos pontuais, não em todos os GPs. Aqui, por exemplo, você termina o warm up, está muito quente, sai de uma reunião rápida e tem que ir para a parada, 20 minutos debaixo do sol". "Nossa vontade é a de fazer o esporte crescer, mas com alguns limites. Mas, evidentemente, nós não decidimos e nos adaptamos", acrescentou o piloto da Ducati. Pilotos em um evento em Mandalika Foto de: MotoGP

“É uma situação bastante complicada. Hoje, se você pular o ‘Hero Walk’ ou não ficar dez minutos, são cinco mil euros. É difícil. Acho que estão levando os pilotos ao limite, temos cada vez mais corridas e mais eventos, estamos no limite de nossas energias. Agora estamos na época das corridas com muito calor, com muita exigência”, explica Álex Márquez, da Gresini. “É como se eles não se importassem muito com o ponto de vista do piloto. Eles deveriam entender um pouco mais o ponto de vista do piloto. Hoje ficamos 45 minutos com 190 batimentos cardíacos por minuto e isso eles não entendem”, avaliou o espanhol. Enea Bastianini, após a corrida, ainda não havia sido informado pela equipe sobre essa nova regulamentação. “A verdade é que ninguém me disse nada”, comentou o italiano. “Mas se vão aplicar multas de cinco mil euros, quase vale mais a pena ir aos eventos”, disse ele brincando. “Mas, do jeito que a situação está ficando, seria interessante criar alguma coisa”, disse ele, referindo-se a uma associação de pilotos, como na F1. Alex Rins, que deixará a MotoGP no final de 2026, não será muito afetado por essa situação. No entanto, o piloto da Yamaha também questionou a situação. “É muito intenso. Em corridas como essa, a gente tem que ver como a gente termina, exaustos". "Não estou dizendo que essas ações com os fãs não devam acontecer, mas é preciso ter um pouco de consideração pelos pilotos. É claro que eles estão lá, nós vivemos deles, temos que ser gratos, mas eles precisam fazer isso de outra forma, talvez em um recinto coberto”. Primeiro PÓDIO de MOREIRA! Vem aí a VAGA na HRC? MÁRQUEZ vence e PRESSIONA MARTÍN, MXON e +

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