Palmeiras vê erro reconhecido pela CBF e nega pedido de punição a árbitros
O Palmeiras divulgou uma nota oficial, na noite desta segunda-feira, afirmando que a CBF reconheceu o erro de arbitragem na partida de ontem contra o Remo. , no empate em 1 a 1 pelo Brasileirão — na ocasião, Rafael Rodrigo Klein considerou mão na bola de Flaco López antes de o companheiro balançar as redes.
Veja detalhes
A nota cita uma reunião com representantes de clubes da Série A e a Comissão de Arbitragem da CBF. O evento foi realizado hoje.
Durante o encontro, profissionais da entidade, segundo o Palmeiras, admitiram a falha no lance do que seria o segundo gol do alviverde. Bruno Fuchs chegou a marcar, mas o lance foi invalidado após revisão no VAR por mão na bola de Flaco López. O fato ocorreu nos acréscimos do segundo tempo.
O alviverde ainda nega que tenha pedido punições à equipe de arbitragem. O clube afirma entender "que todos os profissionais são suscetíveis a falhas" e que o diretor de futebol para que erros graves não se repitam.
O Palmeiras ainda volta a citar, na nota, o caso do árbitro Ramon Abatti Abel, pedindo "reflexão". O texto recorda que o juiz de São Paulo 2 x 3 Palmeiras, pelo Brasileirão de 2025, foi "penalizado severamente pela CBF e pelo STJD" e critica a adoção de "soluções simplistas" para satisfazer terceiros.
Leia a nota
A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras - representado pelo diretor de futebol Anderson Barros - voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional.
A polêmica
No lance, aos 49 minutos do segundo tempo, Flaco López disputou pelo alto com um zagueiro do Remo — a bola tocou na mão do argentino e sobrou para Bruno Fuchs, que mandou para as redes.
O árbitro Rafael Rodrigo Klein deu o gol em campo, mas foi chamado pelo VAR e anulou a jogada. O motivo? Mão na bola do atacante.
Tem uma mão. A bola sobra para o jogador de branco fazer o gol. Eu estou anulando o gol com tiro livre indireto por mão sancionável, ok? Rafael Klein, árbitro do duelo entre Remo e Palmeiras
Após o jogo, Bruno Fuchs e Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, criticaram a decisão do árbitro. Para ambos, o fato de a bola ter batido na mão de Flaco López antes de o zagueiro ter feito o gol não o torna inválido.
O lance em questão foi . Eles tiveram opiniões divergentes sobre a decisão.