O adeus a Hulk: a dor da despedida do ídolo que transformou o Atlético-MG
A gente se enganou tentando acreditar que estaria preparado, mas não existe preparo para uma despedida assim.
Quando atualizei o feed por aqui, o tempo parou por alguns instantes, doeu. E, quando vi o vídeo... eu chorei de soluçar. Chorei como quem se despede de alguém da família. Porque você não foi só um jogador que vestiu a camisa, foi alguém que entrou na nossa vida de um jeito difícil de explicar.
Vem a imagem do título do Brasileiro que a gente esperou por mais de 50 anos, aquele que parecia impossível, a Copa do Brasil, a Supercopa, os Mineiros... momentos que fizeram a gente acreditar de novo e explodir de alegria.
Você nos deu brilho e fez o "eu acredito" fazer ainda mais sentido. Como será a arquibancada sem o Hulk, Hulk? Sem o boneco na mão de cada criança?
Você se conectou com as nossas dores. E talvez isso tenha feito tudo ser ainda mais intenso e real. Era como se em todos os problemas, lá no fundo, ficasse a certeza de que você chegaria e resolveria, sendo nosso super-herói da vida real! Confesso que está sendo difícil abrir mão desse mundo da fantasia. Era uma bola parada, e o poder do chute estava ativado!
Erramos e acertamos juntos! E você nunca se escondeu da responsabilidade. O pênalti perdido, os momentos difíceis, o peso de ser quem sempre foi.
E talvez por isso você tenha ultrapassado qualquer rivalidade. Porque até quem torcia contra, no fundo, te respeitava. Porque reconhecia ali algo raro: verdade, entrega e amor pelo que faz.
Fora de campo... é impossível não se emocionar. O carinho com cada fã, a paciência, o olhar sincero. Você no pós-jogo, sempre no aguardo para receber alguém, independentemente da cor da camisa.
Só me vem à mente sua família que abraçou o clube, que virou atleticana de alma. E o seu pai... ah, o pai. Que virou símbolo. De orgulho, de simplicidade, de tudo aquilo que o futebol ainda tem de mais bonito. Hulk, Hulk, Hulk... e ele pulando.
Hoje dói de um jeito difícil de explicar, porque algumas histórias a gente quer que sejam eternas.
O seu legado fica, ecoa, vive na memória, no coração, em cada lembrança.
Porque, no fim das contas... você não foi só um ídolo.
Você sempre vai ser o nosso super-herói.
Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.