Noruega explora passividade da seleção brasileira e troca o dobro de passes

5 de Jul de 2026 - 19:45
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Noruega explora passividade da seleção brasileira e troca o dobro de passes

A permissividade da seleção brasileira no jogo da eliminação na Copa do Mundo, diante da Noruega, é representada pelo número de passes completados durante o duelo em Nova Jersey. A Noruega completou o dobro de passes em relação ao Brasil.

Segundo as estatísticas da Fifa, o Brasil teve 291 passes completos, enquanto a Noruega atingiu 581. Em relação à posse de bola, a Noruega ficou com 55%, enquanto o Brasil teve 35%. A Fifa atribui 10% "em disputa".

Há ainda dados de recuperação de bola. A Fifa dá média de 21 segundos para o Brasil, enquanto a Noruega precisou de menos tempo (17 segundos), o que ajuda a construir o cenário de pressão — ou falta dela — no jogo.

O Brasil buscou um jogo com linhas baixas e tentando verticalizar quando recuperava a posse. Tanto que deu mais chutes que os noruegueses (10 a 6). Só que a efetividade de Haaland fez a diferença, anotando os dois gols que resolveram o jogo.

O desenho tático de Ancelotti para o segundo tempo também contribuiu. Endrick virou o ponta/atacante aberto pela direita, Vini ficou na esquerda. Na faixa central, Neymar ficou para lá e para cá, sem pressão sobre os homens da bola.

Com esse contexto, a Noruega segue invicta historicamente contra o Brasil, e a seleção brasileira caiu diante de um europeu mais uma vez.

A lição fica para as próximas Copas. Até 2030, vai vigorar o maior jejum do Brasil em Copas do Mundo: serão pelo menos 28 anos sem título.