Martinelli na vaga de Paquetá? Colunistas debatem estratégia contra Noruega
A para enfrentar a Noruega nas oitavas da Copa esquentou o debate dos colunistas do Posse de Bola, do Canal UOL.
A discussão girou em torno do equilíbrio defensivo, da necessidade de ajustes para proteger Casemiro e Bruno Guimarães e do impacto na maneira como Vinícius Júnior recebe bola e cria associações. Para Arnaldo, a entrada de Martinelli, em vez do meio-campista de origem Danilo Santos, pode desguarnecer o setor central.
Desde a convocação, pra mim, com poucos meio-campistas, era a principal preocupação do Brasil jogar só com dois jogadores no meio de campo. Ainda mais com as características de Casemiro e Bruno Guimarães. Acho arriscado. A explicação do Ancelotti também não me convenceu completamente. Não temos um jogador com as características do Paquetá. O Danilo Santos não é idêntico ao Paquetá, mas ele tem várias coisas que o Paquetá faz.
Arnaldo Ribeiro
Danilo Lavieri disse que a tendência apontada pelos testes do técnico Carlo Ancelotti é de Martinelli como titular, mas afirmou não gostar da decisão por entender que ela muda o sistema que vinha amadurecendo no Mundial e exige compensações de outros jogadores.
Eu vejo que o Brasil vai abrir mão de um sistema colocando o Martinelli, que você vai ter que fazer outros ajustes no time. De repente o Matheus Cunha vai ter que voltar ainda mais, jogar atrás de uma linha. Eu sinceramente não gosto dessa decisão do Ancelotti caso ela se confirme mesmo. Eu acho que coloca em risco o equilíbrio que a gente tinha.
Danilo Lavieri
José Trajano afirmou ser fã do atacante do Arsenal, mas prefere vê-lo como opção para o segundo tempo. Na análise dele, o Brasil pode perder força no setor central diante de um adversário com um meio-campo forte, liderado por Martin Odegaard.
Eu sou fã do Martinelli, gosto da maneira que ele joga, mas não do jeito que supostamente ele vai jogar. Ele no meio de campo, o Brasil vai ficar com dois jogadores típicos de meio de campo, o Casemiro e o Bruno Guimarães, e um jogador improvisado. O Brasil volta a ter quatro atacantes. Tomara que dê certo. Eu desconfio.
José Trajano
Jamais vi o Martinelli jogar de meia com a camisa do Arsenal. Já vi ele jogar na ponta direita, poucas vezes. Ele joga na esquerda. Claro, ele recua. Agora, como jogador de meio campo, não vi nunca jogando com a camisa do Arsenal em nenhuma competição.
José Trajano
Luiza Oliveira também colocou a mudança sob suspeita e disse que Paquetá ajudou a dar dinâmica ao meio de campo e a potencializar Vinícius Júnior no ataque. Ela questionou como o Brasil vai sustentar a criação com menos jogadores por dentro.
Ele coloca em xeque o que ele havia construído de positivo no Brasil, que vem crescendo ao longo dessa Copa do Mundo. Foi com o Paquetá que o Vini encontrou seu melhor futebol fazendo as associações, as triangulações. Ele tirando um jogador de meio de campo, será que vai prejudicar o Vini nesse aspecto?
Luiza Oliveira
Rodrigo Mattos lembrou um Brasil x Colômbia em que Martinelli atuou como meia pela esquerda e disse que a experiência foi ruim, com o time cedendo espaços. Para ele, o momento pedia mais estabilidade, e Danilo Santos seria uma alternativa mais confiável.
Eu cobri um jogo Brasil e Colômbia em Barranquilla. A escalação no meio de campo era Bruno Guimarães, André, Raphinha e Martinelli. Foi um desastre. Eu acho que era a hora de estabilidade. Eu teria mexido menos. Concordo que acho que era hora de dar mais estabilidade, e o Danilo seria essa opção.
Rodrigo Mattos
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Opinião
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