Lula e Bolsonaro no passinho: veja o segredo das dancinhas nas redes?
(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; )
Vídeos de dancinhas com figuras improváveis -Donald Trump bailando com Vladimir Putin ou Lula e Jair Bolsonaro caindo no passinho- viraram uma frente nas redes sociais. Ainda que alguns pés de valsa não convencem ninguém, o rebolado de outros bailarinos improváveis passa despercebido pelos mais distraídos. Mas não se engane: tem muita inteligência artificial nesse gingado.
No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes não só explicam como chegar a esse resultado como contam como funciona a tecnologia de robôs capazes de fazer humanos dançarem sem sair do sofá.
Não está dando mais pra saber se as coisas são reais ou não. Acho que o 'ver pra crer', como a gente já discutiu aqui, morreu.
Diogo Cortiz
Para Helton, a improvável dobradinha feita pelas duplas Trump-Putin e Lula-Bolsonaro entregou a artificialidade da dança. Mas a fidedignidade do vídeo de outro dançarino deu o que pensar. Em sua conta no Instagram, o ator e ícone da comédia Ary Fontoura publicou um clipe arrasando na coreografia de "Buttons", das Pussycat Dolls.
Em tom de brincadeira, Diogo acrescentou que a IA tinha avançado tanto que até ele recebeu um vídeo de Helton dançando.
O rebolado, no entanto, é artificial. E a receita para conquistá-lo exige muito menos suor, talento e dedicação do que dançarinos profissionais costumam dedicar. Basta ter acesso ao Kling AI, ferramenta feita pela empresa chinesa Kuaishou, dona do Kwai, ter uma imagem de corpo inteiro e um vídeo de alguém dançando. É simples assim:
- No Kling AI, clique em "Image to Video";
- Vá a "Motion Control";
- Selecione uma imagem sua e depois clique em uma das animações disponíveis de dancinha ou importe o vídeo de dança;
- Clique em gerar e aguarde cerca de 15 minutos.
Cortiz explica como esse tipo de mídia sintética é criada.
Isso é o que a gente chama de criação de mídia sintética dentro da inteligência artificial. Aqui ele trabalha especialmente com imagem. Um vídeo nada mais é do que uma imagem em movimento, então são várias imagens que ele vai interpolando. O que ela consegue fazer é um mapeamento de áreas específicas, regiões específicas, para reproduzir algo que você passou como referência.
Diogo Cortiz
Mas ele ressalta que esse tipo de geração costuma custar mais do que pedir uma resposta em texto a um chatbot de IA. Os gastos adicionais custeiam os recursos adicionais de computação, ou seja, a energia e a água gastas para manter os servidores necessários para gerar o vídeo.
É uma tecnologia muito cara. Para executar, para gerar o seu passinho, consome muito mais recurso computacional, energia e até mesmo água do que gerar uma pergunta no ChatGPT, por exemplo.
Diogo Cortiz
Você não está atrasado: 7 passos para aprender IA em menos de 30 minutos
Apesar do barulho em torno da inteligência artificial, a adoção ainda está longe de ser universal no Brasil: só 32% dos brasileiros dizem já ter usado IA, em geral para tarefas pessoais, segundo a TIC Domicílios, pesquisa do Cetic, um departamento do NIC.br.
No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes apresentam o quadro "Você ainda não tá atrasado" e explicam, em passos práticos, como aprender IA generativa.
O primeiro passo para você lidar com inteligência artificial é falar a língua das máquinas. Apesar de parecer que ela fala português, não é português, é "sabor português". Um dos principais erros do ser humano ao lidar com a máquina é achar que ele está falando com um amigo, com um familiar, ou seja, com uma pessoa
Helton Simões Gomes
Alexa ficou burra? Faça assistente da Amazon responder como o ChatGPT
A Alexa "anda burrinha" para tarefas que antes pareciam simples, como responder perguntas e sugerir caminhos. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que isso acontece e o que dá para fazer.
Para os apresentadores, a sensação de piora já era palpável, mas ficou mais evidente após chatbots como ChatGPT e Gemini acostumarem o público a respostas longas e contextuais. Enquanto isso, as assistentes tradicionais seguem presas a conversas que mais parecem comandos e cheias de regrinhas, o que limita bate-papos mais aprofundados.
Isso mostra a limitação desse tipo de aplicação. Em algum momento da história, a gente achou que isso era inteligência artificial. Quando a Alexa foi lançada, a gente criou uma espécie de projeção: ?Olha, ela conversa com a gente?. Mas, na verdade, hoje, com o avanço dos modelos de linguagem, desses chatbots, a gente consegue ver claramente que ela é super limitada, bem burrinha mesmo.
Diogo Cortiz
DEU TILT
Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.