Lula cobra ministros a defenderem o Brasil de novas sanções dos EUA

3 de Jun de 2026 - 11:30
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Lula cobra ministros a defenderem o Brasil de novas sanções dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou seus ministros, nesta quarta-feira (3), a defenderem o Brasil em relação às possíveis novas taxações impostas pelo governo dos Estados Unidos por supostas práticas comerciais prejudiciais às empresas norte-americanas, e que podem chegar a 37,5% no acumulado dos anúncios desta semana.

A cobrança, junto de um puxão de orelha, foi dada durante a última reunião ministerial deste semestre com a nova configuração da Esplanada após a saída de ministros que irão disputar as eleições de outubro. Lula afirmou que o Brasil vive um “momento decisivo” e que não pode aceitar o tratamento do governo de Donald Trump.

“Que o país não seja tratado como uma republiqueta insignificante, não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deu ao brasil nesta semana, não é possível. Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos”, afirmou Lula no discurso de abertura da reunião.

Lula aproveitou o discurso para atacar Trump pela forma como anunciou o primeiro tarifaço do ano passado, através das redes sociais em vez dos canais diplomáticos tradicionais, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que afirmou que “não gosta da América Latina, muito menos do Brasil” e que “é um latino-americano frustrado”.

O presidente ainda ressaltou que, desde a reunião privada que teve com Trump no mês passado, os ministérios e técnicos dos dois países vinham negociando as alegações dadas pelos Estados Unidos sobre as supostas práticas comerciais e sobre a vantagem que os americanos têm na balança comercial com o Brasil.

“Nós não fizemos bravata e nem discurso, construímos uma narrativa para tentar conversar com o povo americano mostrando a insensatez da punição ao Brasil”, completou o presidente.

O governo dos Estados Unidos anunciou a taxação de 25% sobre os produtos brasileiros exportados para lá como punição à conclusão de parte da investigação da chamada “Seção 301” de práticas comerciais prejudiciais às empresas do país norte-americano, incluindo críticas ao PIX. E, na última noite, uma tarifa extra de 10,5% por suposta falha no combate ao trabalho forçado na produção de bens.

Mais informações em instantes.