Líder do PCC condenado a 126 anos de prisão é detido na Bolívia

26 de Mai de 2026 - 15:45
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Líder do PCC condenado a 126 anos de prisão é detido na Bolívia

O brasileiro Gerson Palermo, de 68 anos, um dos líderes do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) no departamento (equivalente a estado) boliviano de Santa Cruz.

Segundo informações da agência EFE, o vice-ministro boliviano da Defesa Social e Substâncias Controladas, Ernesto Justiniano, disse que Palermo foi preso pela manhã no município de Cotoca pelo Grupo de Inteligência e Operações Especiais (GIOE) da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN) da polícia da Bolívia.

“Este resultado foi possível graças ao trabalho coordenado com a Polícia Federal brasileira, por meio da coordenação com Corumbá [cidade sul-mato-grossense na fronteira entre os dois países onde o grupo de Palermo atuava] e um contato boliviano”, afirmou Justiniano em comunicado.

Palermo havia sido condenado a penas que somaram quase 126 anos de prisão pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e por uma ação em agosto de 2000, quando ele e outros criminosos sequestraram um Boeing da extinta Vasp que fazia a rota Foz do Iguaçu-Curitiba e desviaram o avião para a região de Porecatu (norte do Paraná), onde o grupo roubou nove malotes do Banco do Brasil que continham cerca de R$ 5,5 milhões.

Ele estava foragido desde abril de 2020, quando rompeu a tornozeleira eletrônica após ter sido libertado de um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande em liberdade condicional por supostos problemas de saúde (sem que laudo médico comprovasse essa necessidade, segundo o Conselho Nacional de Justiça).

Justiniano relatou que, após ser preso, Palermo foi levado para um escritório local da Interpol “para fins de investigação”, e as autoridades bolivianas estão coordenando com a Polícia Federal brasileira sua transferência para o Brasil “no âmbito dos mecanismos de cooperação internacional”.

“Este caso confirma a importância da troca de informações e do trabalho conjunto entre países para combater as estruturas criminosas transnacionais”, acrescentou.