Japão assusta, amarela e leva virada do Brasil
O Japão vai deixar a bola com o Brasil, é muito rápido e jogará no erro da Seleção. Era o que o mundo sabia e dizia.
Aos 28 minutos, com quase 70% de posse de bola brasileira, Danilo errou o passe no meio do campo em vez de virar o jogo na esquerda, Sano, acusado de violência sexual em 2024 e aceito de volta ao time japonês depois de ser preso e se desculpar publicamente, partiu em velocidade, deixou Casemiro facilmente para trás e chutou da entrada da área para fazer 1 a 0, com Alisson saltando tarde para tentar a defesa.
A Seleção Brasileira, até então razoavelmente melhor, sentiu.
E pouco fez até o fim do primeiro tempo, além de ter feito tudo errado.
Endrick no lugar de Paquetá foi a providência de Carlos Ancelotti.
E, aos 6, Suzuki evitou o embate em cabeceio de Bruno Guimarães.
Dois minutos depois um bate-rebate na pequena área japonesa só não resultou em gol porque o diabo não quis.
Aos 10, não deu. O diabo que se dane.
Gabriel Magalhães cruzou na segunda trave e Casemiro cabeceou para empatar.
Aos 13 Vini ia fazendo um dos mais belos gols da História das Copas ao matar a bola com caneta no rival, descer, invadir a área, dar drible seco em outro adversário e bater de três dedos, para desvio de Suzuki e bola na trave. Uma pena!
A exemplo do jogo contra Suécia, a partir de quando os europeus começaram a explorar o jogo aéreo, os japoneses sofriam.
Vez por outra ameaçavam com a rapidez de seu ataque e a liberdade concedida pela defesa brasileira, onde Alisson primava pela insegurança.
Martinelli no lugar de Matheus Cunha, aos 21, diante de mais de 61 mil torcedores no estádio climatizado de Houston.
E foi má troca, que só se justificará caso o jogador tenha pedido. A Seleção deixou de ser perigosa.
Quando o 90° minuto chegou, Casemiro se machucou e Fabinho o substituiu.
E, no último minuto, Martinelli virou: 2 a 1. UFA!
Reportagem
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