Há 57 anos, a tragédia que vitimou os corintianos Lidu e Eduardo

28 de Abr de 2026 - 08:45
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Há 57 anos, a tragédia que vitimou os corintianos Lidu e Eduardo

POR MARCOS JÚNIOR MICHELETTI, DA REDAÇÃO DO PORTAL TERCEIRO TEMPO

Há exatos 57 anos, em 28 de abril de 1969, o Corinthians perdia dois de seus jogadores titulares: o lateral-direito e o ponta-esquerda , vítimas de uma acidente automobilístico na Marginal do Tietê, na capital paulista.

Eles estavam a bordo de um Fusca, que perdencia a Lidu, que havia tirado sua carteira de habilitação há pouco tempo, e se encaminhavam para o prédio em que residiam

Lidu perdeu o controle do carro que se chocou violentamente contra a pilastra de sustentação da Ponte da Vila Maria, hoje Ponte Jânio Quadros

Uma multidão, estimada em 30 mil pessoas, compareceu ao velório dos dois atletas alvinegros, que foi realizado na sede social do Corinthians, no Parque São Jorge.

Lidu, Lidu, o Ludgero Pereira da Silva, então com 22 anos, foi sepultado em sua cidade natal, Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e o carioca Eduardo Neves de Castro, que estava com 25 anos, foi sepultado na capital fluminense.

ATITUDE DO PALMEIRAS ORIGINOU O APELIDO DE "PORCO"

Com o Campeonato Paulista em curso, o Corinthians pediu uma autorização em caráter especial à Federação Paulista de Futebol, para inscrever dois jogadores no lugar de Lidu e Eduardo. Todos os clubes concordaram, menos um: o Palmeiras.

O então presidente do Corinthians, (1922-2011), revoltado com a negativa Alviverde, declarou à imprensa que a atitude do rival foi de "espírito de porco" e, assim, de forma pejorativa, não apenas os corintianos, mas todos os adversários do Palmeiras, apelidaram o clube e seus torcedores de porcos. Naquele Campeonato Paulista de 1969 o Santos foi o campeão e o Palmeiras ficou com o vice.

Em 1986, com o intuito de cessar as brincadeiras dos rivais, João Roberto Gobbato, então diretor de marketing do clube, teve a ideia de que o Palmeiras assumisse o porco como seu mascote, compartilhando ao tradicional periquito.

ABAIXO, IMAGENS DE REPRODUÇÃO DE JORNAIS SOBRE A MORTE DA DUPLA CORINTIANA E A ATITUDE PALMEIRENSE

Alamedas do Parque São Jorge no dia do velório de Lidu e Eduardo. Estima-se que 30 mil pessoas compareceram ao local para a despedida dos atletas alvinegros. Foto: Reprodução

Formação do Corinthians em 1969, com Lidu e Eduardo no time. Em pé, da esquerda para a direita: Dirceu Alves, Lidu, Carlos, Clóvis, Édson Cegonha e Diogo. Agachados: Paulo Borges, Adnan, Benê, Rivellino e Eduardo. Foto: Revista do Esporte

Reportagem

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