Guerra e problemas com visto fazem Irã mudar base da Copa do Mundo para o México

25 de Mai de 2026 - 11:15
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Guerra e problemas com visto fazem Irã mudar base da Copa do Mundo para o México

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, anunciou que a seleção do país transferiu sua base de treinamento para a Copa do Mundo de 2026 do Arizona, nos EUA, para a cidade de Tijuana, no México, para evitar problemas com os vistos americanos devido à guerra em andamento no Oriente Médio.

"Com essa mudança, o problema dos vistos será resolvido em grande parte", afirmou Taj no final de semana, de acordo com o site da própria federação esportiva.

O dirigente iraniano explicou que a Fifa aprovou a solicitação para transferir o campo de treinamento da seleção para o México após várias reuniões realizadas com autoridades da entidade e organizadores do Mundial.

Ele disse que o novo CT ficará em Tijuana, cidade mexicana que faz fronteira com San Diego, na Califórnia, mas não explicou como a seleção iraniana resolverá a questão dos vistos para entrar em território americano durante os jogos.

Sorteado no grupo G, o Irã terá que disputar suas duas primeiras partidas, contra Nova Zelândia e Bélgica, nos dias 16 e 21 de junho, em Los Angeles, enquanto o terceiro jogo, contra o Egito, está previsto para ser disputado em Seattle, também nos EUA.

O Irã havia condicionado previamente sua participação na Copa do Mundo à aceitação de dez pontos, entre eles garantias de segurança, deslocamentos e respeito aos símbolos do regime islâmico, além da emissão de vistos para todo o elenco.

A imprensa iraniana especulou nas últimas semanas que Washington poderia negar vistos a membros da delegação iraniana que tenham tido vínculos com a Guarda Revolucionária, considerada pelos EUA uma organização terrorista.

Apesar da proximidade do torneio, EUA e Irã não alcançaram até o momento um acordo para encerrar o conflito iniciado em fevereiro. Nesta segunda-feira (25), o regime de Teerã informou que há um “certo grau de entendimento” com Washington a respeito de um termo para encerrar o conflito, mas deixou claro que um acordo não é “iminente”.