Erika Hilton admite que pode trocar PSOL pelo PT em 2027

13 de Out de 2026 - 14:30
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Erika Hilton admite que pode trocar PSOL pelo PT em 2027

A deputada federal Erika Hilton (SP) revelou que pode trocar o seu partido, o PSOL, pelo PT. Em entrevista à Folha de São Paulo divulgada nesta segunda-feira (12), a parlamentar disse que já está em diálogo com os petistas, mas que não falou ainda com a sigla que a acolhe atualmente. A mudança poderia ocorrer em 2027.

Erika abordou a tentativa de incluir o PSOL na federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o que acabou não ocorrendo. Hoje, o PSOL possui uma federação com a Rede. A deputada disse que defendeu a união com os petistas, mas que aceitou o resultado em sentido contrário. Ela nega que isso causou um racha.

"Agora o cenário é ainda mais delicado. O partido não atinge a cláusula de barreira e precisa se fortalecer para continuar a fazer o trabalho brilhante que sempre fez enquanto partido. Para isso, a gente precisa sentar e conversar", completou.

PSOL não atingiu cláusula de barreira

Erika Hilton recebeu mais de 1,5 milhão de votos. Foi a segunda deputada federal mais votada em São Paulo, atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que obteve o dobro dos votos. Mesmo assim, o desempenho não foi o suficiente para que o partido obtivesse o direito aos recursos do Fundo Partidário.

Uma das possibilidades de superar a cláusula de barreira exige 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com pelo menos 1,5% em cada uma de nove unidades da federação. Para atingir matematicamente o patamar, precisaria de 186 votos a mais no Espírito Santo (32.025, mas teve 31.839).

Há, porém, outra possibilidade: eleger ao menos 13 deputados federais, distribuídos por pelo menos nove unidades da Federação. A federação elegeu 15 deputados federais, mas concentrados em apenas seis unidades da federação.

Parlamentar vê baixo financiamento a candidaturas com potencial

A parlamentar atribui diretamente a recusa da federação ao resultado desfavorável, mas vê outros erros, como a ausência de uma valorização maior de outras candidaturas com potencial e a redistribuição do fundo partidário.

"O baixo financiamento dessas candidaturas, de quadros importantes do nosso partido que poderiam nos ajudar e nos fortalecer enquanto campo político, enquanto partido político", defende.

Como exemplo de baixo financiamento, Erika citou a deputada estadual eleita Sofia Favero, que teria recebido "um valor superbaixo". Braço da parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Favero foi a responsável por protocolar uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) por suposta transfobia em uma postagem comparando seu desempenho ao do de Erika nas urnas.

"Eu acho que o PSOL erra na estratégia que ele usa, inclusive deixando de cobrir estados e lideranças importantes que nos ajudariam a superar a cláusula de barreira. O PSOL passou, inclusive, a financiar candidaturas com recursos muito altos, com baixo potencial eleitoral, quando deixou de cobrir outras candidaturas que tinham potencial eleitoral", completou.