Dona do Burger King corta prejuízo, mas dívida líquida vai a R$ 1,2 bi

7 de Ago de 2026 - 22:45
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Dona do Burger King corta prejuízo, mas dívida líquida vai a R$ 1,2 bi

A Zamp, operadora de restaurantes próprios e franqueados das marcas Burger King, Popeyes, Starbucks e Subway no Brasil, reduziu o prejuízo líquido sem IFRS 16 de R$ 69,9 milhões para R$ 44,8 milhões no segundo trimestre de 2026, informou a companhia em seu balanço.

Destaques do trimestre

  • Prejuízo líquido sem IFRS 16: R$ 44,8 milhões, ante R$ 69,9 milhões um ano antes
  • Receita operacional líquida: R$ 1,39 bilhão (+8,3%)
  • Ebitda ajustado com IFRS 16: R$ 184,7 milhões (+6,9%)
  • Investimento: R$ 143,4 milhões (+61,9%)
  • Dívida líquida sem IFRS 16: R$ 1,18 bilhão (+35,7%)

Receita operacional líquida chegou a R$ 1,39 bilhão no trimestre. No mesmo período de 2025, a receita havia sido de R$ 1,28 bilhão.

Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado somou R$ 184,7 milhões, alta de 6,9% em um ano. A companhia atribuiu o avanço ao crescimento da receita combinado com uma margem bruta mais eficiente.

Margem bruta alcançou 69,3%, avanço de 4,2 pontos percentuais em um ano. Segundo a empresa, a gestão de receita ajudou a mitigar a pressão inflacionária, enquanto a maior receita de serviços da Subway diluiu o custo de mercadoria vendida.

Capex (indicador de investimento da empresa) atingiu R$ 143,4 milhões, alta de 61,9% em um ano. A companhia destinou a maior parte dos recursos à antecipação de reinvestimentos em lojas, seguida por aberturas de unidades, reformas e reimagens de Burger King e Starbucks.

Vendas digitais dos restaurantes totalizaram R$ 867,0 milhões, crescimento de 26,8% em um ano. Esses canais representaram 65,5% da receita dos restaurantes, excluída a receita de serviços, ante 54,8% no segundo trimestre de 2025.

Dívida líquida sem IFRS 16 ficou em R$ 1,18 bilhão ao fim de junho. A alavancagem, relação entre a dívida e a geração de caixa, permaneceu em 2,5 vezes.

Despesas gerais e administrativas somaram R$ 120,7 milhões, ante R$ 103,1 milhões no segundo trimestre de 2025. A empresa atribuiu o aumento a investimentos na estrutura corporativa, ao encerramento de operações e à baixa não recorrente de ativos imobilizados.

Com IFRS 16, o prejuízo líquido trimestral foi de R$ 45,8 milhões, ante R$ 72,5 milhões um ano antes. No primeiro semestre, o prejuízo líquido com IFRS 16 somou R$ 154,7 milhões, ante R$ 107,1 milhões no mesmo período de 2025.