CPI enterrada e delação sem definição: qual o jogo político em Brasília?
Por André Corrêa
22/05/2026 às 13:07
No, os convidados falaram a respeito da manobra do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que impediu, por ora, a instalação de uma CPI do Banco Master. Por trás do gesto o sistema tenta se preservar enquanto empurra as investigações para frente.
A advogada Fabiana Barroso afirma que se trata de um "papo jurídico" do presidente da Casa. "A maioria quer a instalação de uma CPI. E é importante relembrarmos que quando precisamos do Congresso Nacional, ele age assim, de forma covarde", lamenta ela.
Em paralelo, para solucionar um dos maiores escândalos da história da República, corre uma investigação em sigilo da Polícia Federal (PF). As autoridades, inclusive, já teriam em mãos documentação valiosa, capaz de comprometer os poderosos de Brasília.
"É preciso lembrar de uma diferença fundamental entre investigação da PF e uma CPI. A polícia precisa pedir autorização para o STF para investigar os ministros. Já na CPI, parlamentares podem eventualmente ganhar o direito de quebrar sigilos dos magistrados", ressalta o professor da FGV Daniel Vargas.
Delação sem conclusão
O acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro também segue sem definição. A PF , por considerá-la vazia a proposta agora segue para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
"Da maneira que está, é melhor que não haja esta delação, já que não vai contar a verdade e gerar manipulação política. É preciso acreditar no ministro André Mendonça, que concordou com isso. Ele está esperando a PF investigar", avalia o editor da Gazeta do Povo Luis Kawaguti.
O programa faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.
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