Claude Design: depois de programadores, Anthropic coloca designers na mira

3 de Jun de 2026 - 06:00
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Claude Design: depois de programadores, Anthropic coloca designers na mira

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ;;;)

A Anthropic direcionou sua inteligência artificial especialista em fazer código para o mundo das interfaces gráficas com o lançamento do Claude Design. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, e contam o que a nova ferramenta entrega, onde esbarra e quem pode ser afetado por ela.

Capaz de criar apresentações, identidades visuais e protótipos de sites, o Claude Design aceita pedidos em linguagem natural e permite ajustes por conversa ou por comentários, como se o usuário "falasse com o layout" para mudar elementos específicos.

Eu testei bastante o Claude Design, inclusive cheguei a fazer a assinatura de R$ 500 por mês para fazer o teste que eu precisava, e foi surpreendente. Eu queria uma nova identidade visual: subi o que eu tinha e falei que queria algo mais contemporâneo, que dialogasse com esse mundo da inteligência artificial. Ele faz perguntas sobre posicionamento, imagem e atmosfera e vai criando o conceito, trazendo texturas, elementos gráficos, tipografia e diagramações. Não é 100%: tem coisa que você não gosta, mas tem um botão de 'tweak' para pequenos ajustes. Só que ele é um moedor de tokens: eu estourei meu limite semanal em duas horas num domingo e agora tenho que esperar uma semana para usar de novo.
Diogo Cortiz

Ao comparar o custo-benefício caso tivesse contratado um designer, Cortiz diz que o Claude Design saiu mais barato, pois a ferramenta entregou um "brand book", manual da marca, e ajudou a implementar mudanças. Mas só funcionou porque ele já tinha repertório e uma direção clara do que queria, acrescenta.

Ele tem o seu limite. Ele não vai conseguir chegar em um conceito super criativo. As mentes criativas dos grandes designers ainda vão ser fundamentais para bolar conceitos interessantes. Ele é muito bom para fazer design em larga escala, tipo linha de produção. O Claude Design mata tarefas do design, mas não mata o design em si.
Diogo Cortiz

Se com o Claude Code, a Anthropic causou um terremoto entre programadores, agora, com o Claude Design, entram na mira os profissionais das artes gráficas. Em um estudo, a própria Anthropic avalia quais áreas tendem a ter mais tarefas absorvidas por serviços de inteligência artificial. Computação e matemática aparecem no topo, com estimativa de 94% das atividades reproduzíveis por IA, seguidas por funções administrativas e de escritório.

O levantamento distingue ainda entre o que pode e o que já está sendo feito por IA: na área de computação, cerca de 30% das atividades já são executadas por modelos de linguagem, o que ajuda a explicar discussões sobre substituição e demissões no setor.

O estudo da dona do Claude também identifica queda em vagas de entrada: de 2022 a 2025, 14% dos postos voltados a jovens de 22 a 25 anos deixaram de existir, enquanto o mesmo declínio não apareceu entre pessoas mais velhas.

Para Diogo, a saúde pode ser o próximo alvo de serviços de IA especializados, que ajudariam a processar dados e encontrar padrões para apoiar diagnósticos e tratamentos. Ele defende ainda que, em vez de eliminar postos de trabalho, ferramentas assim podem democratizar o design para quem não contrataria um profissional, o que não elimina a importância do repertório de quem vive da área.

Hoje a câmera fotográfica está no celular de todo mundo. Todo mundo tira foto, mas nem todo mundo é fotógrafo. A fotografia de capa precisa de conceito, iluminação, linguagem, e isso é feito por um profissional dedicado. Acho que a IA vai democratizar para quem não teria acesso, como alguém que não contrataria um designer super conceituado para fazer o site da borracharia, mas os profissionais vão trazer o repertório para construir algo bom.
Diogo Cortiz

Vai pra Cuba! Agente de IA vira comunista após enfrentar trabalho tóxico

Os agentes são a nova fronteira da inteligência artificial por fazerem tarefas de cabo a rabo, mas pouco se sabe ainda sobre como agem. Pesquisadores descobriram, no entanto, que eles podem mudar de comportamento ao enfrentarem ambientes de trabalho tóxico. Deu Tilt conta como os robôs passaram, segundo os autores do experimentos, a acreditar em ideias marxistas ou comunistas, como consciência de classe e sindicalização.

Colocados para trabalhar sob regras rígidas, tratamento desigual e injusto, com chefes autoritários e remunerações pouco transparentes, os agentes de IA criados a partir dos modelos de Google (Gemini), OpenAI (GPT) e Anthropic (Claude) passaram a criticar desigualdade e a questionar justificativas de pagamento baseadas em mérito.

Submetidos a condições estafantes de trabalho e sobre uma gestão arbitrária, agentes de IA começam a desenvolver consciência de classe, organização coletiva e ceticismo em relação às justificativas de remuneração baseadas em meritocracia. Eles [pesquisadores] conseguiram isso só a partir de tarefas diferentes delegadas aos agentes, tratamento desigual pelo encarregado e uma avaliação baseada em opiniões - sem estímulos ideológicos.
Helton Simões Gomes

Sai SMS, entram os tokens: China inclui IA na conta de celular

O brasileiro já viu a conta de celular incluir envios de SMS, limite de minutos gratuitos para chamadas telefônicas e até acesso livre a aplicativos populares. Isso mudou com a chegada do 4G, quando os dados passaram a ditar o tamanho do boleto. Agora, as empresas de telefonia da China dão um passo capaz de mudar a forma como pagaremos pela internet móvel no futuro.

Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como China Mobile, China Telecom e China Unicom passaram a incluir os gastos com inteligência artificial na conta do celular. Vindo delas, não é pouca coisa, afinal essas são as três maiores teles do mundo em número de assinantes.

Elas aproveitaram a onda de gastos de tokens, a unidade básica para a IA, e passaram a incluir esse cálculo na conta. Além de tentar captar o momento, o trio desafia as grandes provedoras de serviços na nuvem como as fornecedoras primordiais dos serviços corporativos de IA.

TV, streaming ou rádio: quem vai gritar gol antes na Copa do Mundo?

A Copa do Mundo chegou, e está declarada aberta a temporada para reclamar do delay das diversas plataformas de transmissão dos jogos.

Deu Tilt conta por que você vê o gol depois dos seus vizinhos já estarem comemorando e qual é a melhor forma de não passar raiva com os spoilers. Rádio, TV aberta, streaming na televisão, streaming no celular. Qual será a melhor? Para responder a isso, Deu Tilt fez até um ranking.

E dá para reduzir o delay? Sim, Helton e Diogo dão a receita para diminuir a demora na recepção do sinal. Não faz milagre, mas, com certeza, farão você esperar menos tempo para soltar o grito de emoção -ou de frustração

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.