Chefe da OMS, que elogiou China no início da Covid, diz que não haverá nova pandemia

9 de Mai de 2026 - 17:15
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Chefe da OMS, que elogiou China no início da Covid, diz que não haverá nova pandemia

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, está a caminho de Tenerife, na Espanha, onde deve chegar nas próximas horas para coordenar a evacuação do cruzeiro MV Hondius. O navio enfrenta um surto de hantavírus que já registrou seis casos confirmados, oito suspeitos e três mortos.

Em uma mensagem divulgada neste sábado (9), Tedros tentou afastar o medo de uma nova pandemia. "Isto não é outra Covid. O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus continua sendo baixo. Meus colegas e eu afirmamos isso sem ambiguidades”, escreveu no X.

O diretor, no entanto, reconheceu que o cenário — um navio carregando uma doença desconhecida — remete, inevitavelmente, aos eventos de seis anos atrás. "A dor de 2020 continua sendo real e não a minimizo nem por um momento", afirmou.

Mas essa tentativa de tranquilizar a população vem de uma figura com um histórico controverso. No final de janeiro de 2020, após se reunir com o ditador Xi Jinping em Pequim, Tedros elogiou a China por estabelecer um "novo padrão para o controle de surtos".

O chefe da OMS ainda afirmou que as ações chinesas "compraram tempo" para o resto do mundo — enquanto isso, médicos locais que tentavam alertar o mundo sobre o vírus eram silenciados pelas autoridades. A postura de Tedros motivou pedidos públicos de renúncia e virou um dos capítulos mais criticados da atuação da organização durante a pandemia.

O cruzeiro MV Hondius deve chegar à costa de Tenerife na madrugada deste domingo (por volta da 1h, no horário de Brasília). O navio leva a bordo cerca de 150 pessoas, entre passageiros e tripulantes. Assim que desembarcarem, todos passarão por uma triagem médica para verificar se apresentam sintomas de hantavírus.