Bolsas mundiais sobem com expectativa de 1ª alta de juros dos EUA em 3 anos
As principais Bolsas de Valores do mundo avançam nesta quarta-feira (16) em meio à expectativa pela decisão de juros nos EUA desde julho de 2023. A estabilidade do petróleo também contribui para o bom humor dos mercados.
Como estão os mercados
Pré-abertura de Nova York mostra índices em valorização. Às 6h45 (de Brasília), a variação positiva era acompanhada por todos os principais índices de Wall Street. O avanço era liderado pelo Nasdaq (+0,5%) após o índice registrar as maiores perdas nos últimos pregões em meio à queda dos papéis ligados à IA (Inteligência Artificial). O S&P 500 e o Dow Jones sobem 0,24% e 0,14%, respectivamente.
Ontem (15), as Bolsas dos EUA fecharam o dia no vermelho. Entre os índices de referência, a maior perda foi registrada novamente pelo Nasdaq (-0,78%) que concentra os ativos de tecnologia. O S&P 500 (-0,45%) e o Dow Jones (-0,63%) também terminaram o pregão em baixa.
Atenções do mercado estão voltadas para a decisão de política monetária dos EUA. O Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, . O anúncio será feito às 15h (horário de Brasília) e seguido por uma coletiva para justificar a decisão.
Expectativas apontam para primeira elevação dos juros nos EUA desde 2023. Para 92,5% dos analistas, o Fed vai elevar as taxas de referência em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, mostra o monitoramento do CME Group. Se confirmada, a alta será a primeira desde julho de 2023, quando a taxa de referência subiu de 5,25% para 5,5% ao ano.
Inflação deve ser principal motivação para o aumento dos juros. A recente aceleração do índice de preços dos Estados Unidos reforça as perspectivas para a decisão a ser tomada pelo Fed. No acumulado de 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor norte-americano permaneceu em 3,4%, variação 1,4 ponto percentual acima da meta de 2% trilhada pelo Fed.
Cotação do petróleo apresenta leve queda pela manhã. Por volta das 7h25, os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para novembro, recuavam 0,8%, para US$ 107,79 por barril. A leve queda foi originada após dados apontarem aumento nos estoques de petróleo norte-americanos.
Europa e Ásia
Bolsas europeias se recuperam após duas sessões consecutivas de perdas. O índice pan-europeu Stoxx 600, que acompanha 600 empresas do continente, avançava 0,48%, aos 637,24 pontos, às 7h29, acompanhado por valorizações do FTSE de Londres (+0,55%), do CAC 40 de Paris (+0,43%), do DAX de Frankfurt (+0,19%) e do FTSE de Milão (+0,62%).
Banco da Inglaterra deve adotar nova postura de cautela e manter os juros atuais. Após a inflação anual do Reino Unido acelerar para 3,1% em agosto, as projeções dos analistas indicam que a próxima definição de política monetária do bloco vai manter a taxa básica de juros em 3,75%, diferentemente da postura adotada pelo BCE (Banco Central Europeu), que subiu os juros na semana passada.
Na Ásia, os mercados também fecharam o dia no azul. O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 0,69%, para 63.982 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,37%, aos 6.717,97 pontos. Já na China, o Xangai Composite avançou 0,71%, para 3.891,60 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composite subiu 1,33%, para 2.476,48 pontos.