Alexa+ x ChatGPT: assistente da Amazon sofre para acompanhar IA da OpenAI

25 de Jul de 2026 - 06:30
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Alexa+ x ChatGPT: assistente da Amazon sofre para acompanhar IA da OpenAI

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; )

A Amazon repaginou a Alexa para a era da inteligência artificial generativa e batizou a nova assistente de Alexa+. Na prática, a comparação com o ChatGPT é inevitável, ainda mais quando o usuário quer uma conversa mais natural e respostas com contexto.

No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, e colocam a Alexa+ e ChatGPT frente a frente e explicam os avanços da atualização -e onde ela ainda trava no dia a dia.

Embaixo dessa Alexa Plus tem uma série de LLMs, os grandes modelos de linguagem que dão a vida de ChatGPT e companhia. Agora ela consegue ter uma habilidade conversacional melhor. Você não precisa ficar falando toda hora "Alexa, faça isso, Alexa, faça aquilo". Ela já tem uma malemolência maior na hora de bater um papo, consegue extrair nuances do contexto do que a gente tá perguntando.
Helton Simões Gomes

A mudança tenta resolver a agonia de quem usa a assistente da Amazon e vê os concorrentes nascerem mais espertos. Para Helton, a Alexa perdeu espaço para o ChatGPT, o que ameaça a estratégia da Amazon de fazer do Echo a peça central das casas conectadas. Diogo exemplifica o incômodo.

Uma coisa que me irrita muito é quando começa a tocar o timer e eu falo 'desligar'. Ela não desliga o timer, porque você tem que falar 'cancelar timer' ou 'desligar o timer'. Tipo: é tão óbvio, e ela não pega o contexto.
Diogo Cortiz

Para testar, os dois fizeram um duelo com perguntas iguais para ChatGPT e Alexa+:

  • o que tem a ver o Pix e as tarifas do Trump ao Brasil?
  • faz quanto tempo que a seleção masculina está sem ganhar a Copa?
  • escreva um email de apresentação;
  • adivinhe a música que contém determinado verso;
  • acerte o filme que possui uma cena icônica;

Para tarefas que exigem explicações e informação, as respostas da Alexa+ foram similares às do ChatGPT. Mas, em repertório cultural, a assistente da Amazon derrapou: errou a música "Vou Festejar" e não reconheceu a cena de abertura de "Cidade de Deus". Na contagem final feita no episódio, o ChatGPT venceu por 5 a 3.

Ficou claro que ela deu uma melhorada, uma boa melhorada para o que a gente conhecia da Alexa. Mas, ainda assim, ela tem que comer muita pipoca indo ao cinema e ouvir muito samba pra chegar ao nível do ChatGPT.
Helton Simões Gomes

Diogo avalia que a diferença pode estar no "tamanho" e na configuração dos modelos por trás da Alexa+: ela parece mais afiada para seguir instruções, mas menos capaz de acessar uma base ampla de informações, enquanto o ChatGPT se sai melhor como generalista.

Helton ressalta que a Alexa tem capacidade que ficaram fora do duelo, como poder integrar dispositivos da casa à rotina dos moradores, algo que o ChatGPT ainda está longe de fazer.

Jogou Pokémon Go? Você ajudou a treinar robô de delivery A drone de guerra

O que parecia uma brincadeira de caçar Pikachu na rua virou tecnologia para robôs e até drones militares. Deu Tilt conta como jogadores do Pokémon Go ajudaram, sem querer, a construir o sistema de localização usado agora por máquinas que substituem humanos e usadas em campos de guerra.

A Niantic, desenvolvedora do game, coletou bilhões de registros visuais a partir de uma função do jogo e usou esse material para montar um mapa 3D que promete ser mais preciso do que o GPS em regiões onde o sinal sofre interferência.

Quem jogou Pokémon GO ajudou a construir robôs entregadores que estão tirando o emprego de seres humanos lá nos Estados Unidos e também está ajudando a construir drones que vão ser usados em guerras, muito provavelmente em bombardeios. A gente está falando da Niantic Spatial, que é um desdobramento da Niantic que todo mundo conheceu quando ela desenvolveu Pokémon GO. Ela abandonou esse mundo dos games e começou a fazer uma coisa que é o concorrente do GPS, um sistema de georreferenciamento em 3D.
Helton Simões Gomes

A Meta lançou, nos Estados Unidos, um app do Instagram pensado para smart TVs e para o Roku, com foco em vídeos longos e na horizontal. O podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas explica por que a empresa quer levar o Instagram para a sala de casa.

Para os apresentadores, a aposta tenta escapar da saturação dos vídeos curtos e, ao mesmo tempo, encostar no modelo de quem domina o consumo de vídeo longo na internet: o YouTube. A mudança também retoma uma ideia que a empresa já tentou no passado, quando ainda era Facebook.

O Instagram for TV já está disponível nos Estados Unidos, nesse aplicativo específico para smart TVs. A proposta é resgatar algo meio nostálgico para quem vem do mundo das redes sociais: vídeos na horizontal e longos. O Instagram ganhou muita força da pandemia para cá quando incorporou a dinâmica de vídeos curtos, inaugurada pelo TikTok, e agora faz um movimento de buscar uma nova linguagem focada para a televisão. A ideia é fazer parcerias com criadores para levar conteúdos inéditos nesse formato longo.
Diogo Cortiz

Claude Skill: como criar truque de IA que fez a Anthropic ofuscar rivais

As "skills" do Claude viraram um atalho para ensinar a IA a repetir tarefas do trabalho e de um jeito mais consistente do que reescrever instruções a cada pedido. Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como criar o recurso e como ele ajudou a Anthropic a ganhar tração diante das rivais.

A dupla compara a ideia a rotinas de assistentes como Alexa e Google Assistente, mas adaptada ao mundo da IA generativa: em vez de apenas responder perguntas, o sistema passa a convocar habilidades pré-criadas conforme a necessidade, como montar slides ou criar posts para redes sociais.

É como quando chega um estagiário e você fala: aqui a gente faz o orçamento sempre dessa forma, usa esse template, coloca essas informações, o cálculo é assim, os slides usam essas cores porque é a nossa paleta. A skill foi transformadora porque você não tem que ficar repetindo isso. Ela é melhor do que instruções personalizadas porque você consegue colocar muito mais informação e ter diferentes skills. A própria IA começa a utilizar e chamar conforme ela precisa: agora ele quer fazer uma apresentação, chama a skill de PowerPoint; agora está revisando um texto, chama a skill de revisão. Isso dá uma customização numa escala muito maior.
Diogo Cortiz

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.