A química corrosiva de Lula
acha mesmo que não tem nada a ver com a ameaça dos de impor um novo tarifaço ao Brasil? Claro que não. Ele sabe que tem culpa no cartório, mas, como sempre, não admite. Qualquer pessoa com dois neurônios e um mínimo de informação vai ler o relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos e saber exatamente para quem apontar como principal culpado, e ele se chama Luiz Inácio Lula da Silva. O petista se apega apenas à questão do Pix, que distorce, e, estrategicamente, ignora os outros seis pontos abordados no documento americano, e cinco estão diretamente ligados a ele. É preciso mentir descaradamente para negar isso. E ressalte-se, aliás, que o estudo americano sobre as relações comerciais com o Brasil foi feito ao longo de um ano. Começou, portanto, muito antes de alguém imaginar que Flávio Bolsonaro seria pré-candidato a presidente.
O governo reclama que o Brasil mantém acordos comerciais com Índia e México que prejudicam os Estados Unidos. E uma pesquisa simples indica o responsável pela assinatura desses acordos: Lula. Sobre a falta de combate ao desmatamento ilegal e à falsificação de produtos, quem é o maior culpado? Ora, o partido que ocupou a Presidência por 17 anos e meio nos últimos 23: o PT. E por que será que os americanos afirmam que “o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a ”? Claro que há ligação com um condenado em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro que voltou a ocupar a Presidência. Tem a ver com o desmonte da Lava Jato, promovido pelos “companheiros” de Lula no Supremo. A mesma turma que está ao lado do petista em movimentos para censurar as redes sociais, outro ponto citado no relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos.
O antiamericanismo de Lula é claro, latente. Não à toa, ele criou com Fidel Castro o . Não à toa, ele sempre esteve ao lado do que há de pior no mundo: Cuba, Venezuela, Nicarágua, China, Irã... Não à toa, ele tenta impedir a mão pesada dos Estados Unidos contra grupos terroristas e facções criminosas brasileiras, tudo farinha do mesmo saco. E Lula fica revoltado porque o secretário de Estado dos Estados Unidos não incluiu o Brasil na lista de “amigos de Washington”? Queria o quê? E o petista chama Marco Rubio de “latino-americano frustrado”, diz que o americano de ascendência cubana “não gosta da América Latina”. E afirma que Rubio “demonstra preconceito e falta de conhecimento histórico sobre a realidade brasileira”. Lula, ele, sim, conhece a triste realidade brasileira, mas não reconhece sua culpa por situação tão grave. Lula, ele, sim, “conhece” a história brasileira, que o digam Floriano Peixoto e Joaquim Silvério dos Reis...
Lula quer briga, que é diferente de luta. Chama Flávio Bolsonaro de imbecil, e Donald Trump também, por tabela... Diante de um espelho, o petista poderia tratar-se assim, e chamar a si próprio de vendilhão da pátria, de traidor do Brasil. A única soberania que ele defende é a do sistema fétido que controla o nosso país há muito tempo. Tudo o que ele defende e comemora é o atraso. Será sempre dele a culpa pelo alinhamento do Brasil com o “lado negro da força”. E, perto de uma eleição, tudo piora. Em busca de votos, vale tudo, como Dilma confessou, em 2013: “Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”. Lula concorda, claro, mas mente, omite, finge. Assim, a “química” dele com Trump realmente existe, mas é altamente corrosiva. E quem perde, mais uma vez, é o Brasil. Mas a culpa é do Flávio Bolsonaro...
Conteúdo editado por:
Luís Ernesto Lacombe é jornalista há 37 anos. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do Brasil. Recebeu o Troféu Imprensa e, por duas vezes, o Prêmio Comunique-se. Hoje, comanda a Revista Timeline e produz conteúdo para suas redes sociais, que reúnem quase 10 milhões de pessoas. É autor best-seller, com cinco livros publicados, de gêneros variados: poesia, literatura, romance e crônica. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.
Encontrou algo errado na matéria?
Use este espaço apenas para a comunicação de erros