Susto lembra Fluminense que é preciso competir para avançar na Libertadores
O Fluminense é um time claramente superior tecnicamente ao Platense, Carregava um resultado de 2x0 a seu favor da partida da ida.
Mas, no primeiro tempo, o que se viu foi o time argentino sufocando a equipe carioca. Mais de 60% de posse de bola, 10 finalizações.
A explicação estava em uma formação atuação pouquíssima competitiva para atuar na Argentina.
Soteldo, Hulk e especialmente Ganso tinham dificuldade para marcar diante do jogo intenso do Platense. Havia espaços no meio e na lateral-esquerda, em que Mainero levava vantagem.
Os dois gols do Platense saíram por esse setor, o primeiro em uma triangulação e o segundo em um cruzamento para cabeçada de Sepúlveda.
Para o segundo tempo, houve dois fatores: a equipe argentina não teve o mesmo ritmo para pressionar e o Fluminense acertou a marcação no setor esquerdo.
Resultado: a equipe tricolor começou a sair com a bola que passou a chegar em Hulk. Em uma delas, ele serviu Cannobio que driblou e descontou. O Fluminense ainda teve mais duas chances nos pés de Hulk.
É verdade que sofreu no final com a pressão previsível do Platense. Mas aí o Fluminense já estava bem melhor armado para resistir.
Foi um roteiro similar ao de Del Valle x Flamengo com a diferença que o time rubro-negro cedeu menos chances.
A lição para o time tricolor - e para os brasileiros em geral - é que a melhor técnica tem que estar aliada à competição. Ou a Libertadores pode punir.
Opinião
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