Rússia e Belarus se dizem dispostas a empregar “todos os meios, inclusive nucleares” contra a Otan

9 de Jun de 2026 - 09:45
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Rússia e Belarus se dizem dispostas a empregar “todos os meios, inclusive nucleares” contra a Otan

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou em entrevista que os regimes do ditador Vladimir Putin e do bielorrusso Aleksander Lukashenko, aliado de Moscou, estão dispostos a empregar “todos os meios, inclusive nucleares” para a defesa dos dois países, em recado à Otan.

“As modalidades de interação entre as forças armadas da Rússia e de Belarus, bem como entre as agências de segurança da Rússia e de Belarus, estão sendo continuamente aprimoradas. Mantemo-nos em constante prontidão para empregar todos os meios, inclusive nucleares, para garantir a segurança do Estado da União”, afirmou Galuzin em entrevista ao jornal Izvestia, citando a parceria de cooperação econômica e militar entre os dois países.

“Moscou e Minsk estão aprimorando continuamente toda a estrutura de cooperação em defesa e segurança, em conformidade com o tratado sobre garantias mútuas de segurança no âmbito do Estado da União. O documento foi assinado em dezembro de 2024 e prevê a obrigação de apoio mútuo em caso de ameaças à segurança de qualquer um dos países”, acrescentou o vice-ministro.

O Izvestia, de linha editorial pró-Putin, afirmou que os países da Otan estão intensificando exercícios militares “próximos às fronteiras do Estado da União” e aumentando seus efetivos. O comandante da Força Aérea e da Defesa Aérea de Belarus, Andrei Lukyanovich, afirmou ao jornal que “o número de provocações envolvendo drones também está aumentando”.

, os dois regimes realizaram exercícios militares envolvendo armas nucleares da Rússia. Belarus tem fronteiras com três países da Otan: Polônia, Lituânia e Letônia.

Ainda que negue o envio de tropas para lutar na Ucrânia, o regime de Lukashenko ajuda a Rússia na guerra contra o país vizinho.

Antes da invasão russa em fevereiro de 2022, Belarus permitiu que as forças armadas da ditadura de Putin realizassem exercícios militares no seu território. Quando a guerra começou, tropas russas invadiram o norte da Ucrânia a partir da fronteira com Belarus, buscando capturar a capital, Kiev, mas recuaram após algumas semanas de combate.

Em 2023, Lukashenko aceitou abrigar mísseis nucleares táticos russos em Belarus. O regime bielorrusso também permitiu que lançadores de mísseis russos fossem implantados no seu território para ataques contra a Ucrânia.