Resumo da semana: Fux reage a encontro secreto entre Alexandre Moraes e Polícia Federal
Por Gazeta do Povo
10/10/2026 às 09:31
- Dê de presente
A decisão de Alexandre de Moraes sobre a chamada "Débora do Batom", os desdobramentos da corrida presidencial rumo ao segundo turno, o alerta da OEA sobre segurança jurídica nas eleições, o desempenho eleitoral de nomes ligados ao bolsonarismo e o fim de uma das dinastias políticas mais longevas do país marcaram essa última semana.
O período que veio logo após o primeiro turno das eleições de 2026 foi marcado por reviravoltas judiciais, fatos simbólicos da política brasileira e novos ingredientes na disputa presidencial. Enquanto decisões do Judiciário voltaram ao centro das discussões, episódios eleitorais ajudaram a definir o tom da campanha para o segundo turno.
Moraes autoriza progressão de pena para “Débora do Batom”
Um dos assuntos mais comentados da semana foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida nacionalmente como “Débora do Batom”. Ela foi condenada pelos atos de 8 de janeiro e se tornou um dos rostos mais conhecidos dos processos relacionados à invasão das sedes dos Três Poderes.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente à progressão, apontando que ela cumpriu os requisitos legais exigidos. Apesar do avanço, a decisão manteve a prisão domiciliar, frustrando parte dos apoiadores que esperavam uma flexibilização imediata das restrições.
Guerra de narrativas marca a corrida presidencial
A disputa presidencial também produziu fatos de forte repercussão. Na cidade de Aparecida, sede do principal santuário católico do país, Flávio Bolsonaro obteve 58,3% dos votos, superando o presidente Lula. O resultado ganhou relevância após a polêmica envolvendo notícias falsas sobre uma suposta ameaça ao título de padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida.
TSE adia julgamento de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou da pauta o julgamento do recurso que questiona o registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná, sem definir uma nova data para análise do caso. Eleito com mais de 2,9 milhões de votos no primeiro turno, o ex-procurador teve a candidatura aprovada pelo TRE-PR, mas a decisão é contestada por adversários políticos que defendem sua inelegibilidade com base na cassação de seu mandato de deputado federal em 2023.
A disputa gira em torno da aplicação da Lei da Ficha Limpa. Enquanto os recorrentes sustentam que a decisão de 2023 tornou Deltan Dallagnol inelegível por oito anos, o Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção de seu registro, argumentando que os fatos analisados naquela eleição não geram inelegibilidade automática para 2026. Com o adiamento do julgamento, seguem válidos os efeitos da decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que restabeleceu provisoriamente a candidatura e permitiu a contabilização dos votos recebidos pelo senador eleito até a decisão definitiva do plenário.
Esses e outros assuntos estão reunidos no especial de melhores momentos do Gazeta Agora, com as principais reportagens da semana.
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