PVC: 'Leila Pereira não pode ser presidente do Palmeiras e sócia do Vasco'
Leila Pereira não pode ser presidente do Palmeiras e ter participação societária ligada ao controle do Vasco ao mesmo tempo, avaliou Paulo Vinícius Coelho no De Primeira, do Canal UOL.
O debate ganhou força após reportagem de Pedro Lopes no UOL Prime revelar que a Almirante Participações, única concorrente até agora para comprar a SAF cruz-maltina em leilão marcado para amanhã, foi de José Roberto Lamacchia e de Leila antes de ser passada para Marcos Lamacchia. Para PVC, o conflito é indiscutível.
A matéria do Pedro mostra isso, escancara isso, que há um conflito de interesse, que a Leila foi sócia minoritária, mas sócia do marido dela, José Roberto Lamacchia, no início da história do Almirante, isso configura claramente um conflito de interesse. Só que conflito de interesse não atrapalha a compra da SAF do Vasco pela Almirante. O que atrapalha é você ter a SAF do Vasco sob controle acionário de uma empresa que tem ligação com o presidente de outro clube.
Paulo Vinícius Coelho
Pedro Lopes explicou que a Almirante foi criada em 2024 com Leila e José Roberto Lamacchia como sócios, e que ela deixou a empresa cerca de um mês depois. O marido e sócia de Leila em outras empresas do grupo, como Crefisa e Crefipar, é conselheiro do Palmeiras.
O colunista apontou que um documento anexado pelo Vasco no processo de recuperação judicial afirma que as negociações com a empresa já duram "há mais de dois anos", o que, segundo ele, chama atenção por envolver o período em que o controle estava com o marido da presidente do Palmeiras.
A empresa foi criada em 2024 já com o objeto participação em SAF no futebol. Ela foi criada tendo como donos a Leila Pereira e o marido dela. E essa situação perdurou por um mês e depois ficou só com o marido dela por um tempo mais longo. O Marcos só entrou em agosto do ano passado. Tudo indica que houve negociações entre Almirante e Vasco antes que o Marcos tivesse de fato o controle societário da empresa.
Pedro Lopes
PVC afirmou que a discussão sobre conflito de interesse não se resume ao humor dos clubes e torcidas e precisa ser resolvida com regulamentação. Ele citou a possibilidade de um "blind trust" (mecanismo de blindagem) para que Marcos Lamacchia não possa comandar a SAF do Vasco enquanto Leila for presidente do Palmeiras.
Então, a Leila não pode ser presidente do Palmeiras e ser sócia do Vasco. (...) Em primeiro lugar, a integridade esportiva das competições. Então, a Leila não pode ser presidente do Palmeiras e ser sócia do Vasco.
Paulo Vinícius Coelho
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Opinião
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