Ex-UFC Tim Kennedy leva três tiros em emboscada no Congo

10 de Out de 2026 - 00:00
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Ex-UFC Tim Kennedy leva três tiros em emboscada no Congo

O ex-lutador do UFC Tim Kennedy foi baleado três vezes em uma emboscada contra forças ligadas a Erik Prince, fundador da Blackwater, antiga empresa militar privada, no leste da República Democrática do Congo, informou a Reuters.

O que aconteceu

A emboscada ocorreu em 17 de setembro, na província de Kivu do Sul, e deixou cerca de 20 mortos e feridos. Entre os mortos estão ao menos sete congoleses e um ex-integrante das Forças Especiais da Nova Zelândia.

Kennedy sofreu três tiros na perna e recebe tratamento no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, nos arredores de Washington. Outro contratado estrangeiro também ficou ferido, conforme fontes com conhecimento do ataque.

O ex-UFC ficou conhecido pela carreira nas artes marciais e como militar norte-americano. Ele fez parte das Forças Especiais dos EUA, foi atirador de elite no exército e seguiu militar em meio à carreira no UFC, onde lutou entre 2013 e 2017.

Kennedy conta com um cartel de 18 vitórias e 6 derrotas no UFC. Atualmente, ele é apresentador de televisão e empresário.

Moradores de vilarejos podem estar entre as vítimas, afirmou uma fonte de segurança congolesa à Reuters. A Vectus Global, empresa de Prince, não comentou o caso.

Forças de Erik Prince atuam no leste do Congo

Erik Prince é fundador da Blackwater, antiga empresa militar privada, e atua no Congo por meio da Vectus Global. A companhia presta serviços de consultoria e segurança e havia ajudado o Exército congolês a proteger a cidade de Uvira. Ele também é aliado e apoiador do presidente dos EUA, o republicano Donald Trump.

Fontes ligadas ao governo congolês afirmam que militares de Ruanda, que, segundo a ONU e países ocidentais, apoiam os rebeldes do M23, podem ter localizado o grupo por um drone de vigilância. Duas fontes disseram que o ataque foi executado pelo Exército ruandês.

Ruanda nega apoiar o M23, grupo rebelde que controla áreas do leste congolês. A ONU e países ocidentais dizem que o país apoia os rebeldes e exerce comando sobre o grupo.

O conflito no leste do Congo se intensificou no início de 2025, com avanços do M23 em uma região rica em minerais. A área produz, entre outros recursos, tântalo, ouro e lítio.