MotoGP responde pilotos que dizem não ter tido voz nas mudanças de 2027

9 de Out de 2026 - 22:45
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MotoGP responde pilotos que dizem não ter tido voz nas mudanças de 2027

Após críticas sobre a organização dos fins de semana na próxima temporada, a MotoGP diz que incentivou as equipes a consultarem seus pilotos sobre o assunto, insistindo que continua aberta a feedback sobre os regulamentos esportivos. Leia também:

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O campeonato recebeu uma resposta mista ao conjunto de mudanças que anunciou para 2027, incluindo a introdução de uma segunda classificação, para as corridas sprint, e a remoção do warm-up de domingo. Algumas das maiores estrelas do grid sugeriram que não tiveram nenhum papel no processo de tomada de decisão, além de expressarem preocupações de que o novo formato poderia aumentar o risco de lesões. Segundo Pedro Acosta, da KTM, “não importa o que [nós pilotos] pensamos, eles não nos deram escolha”. Atual campeão da categoria, Marc Márquez também falou sobre o assunto no dia de mídia do GP da Indonésia, dizendo que “as equipes e a organização decidem, então ou você aceita ou cai fora". A MotoGP sempre sustentou que a mudança de formato foi iniciada pelas próprias equipes e fabricantes, que queriam reduzir o tempo total de pista e melhorar o espetáculo. Falando à mídia em uma entrevista especial em Mandalika na sexta-feira, o vice-CEO da MotoGP, Carlos Ezpeleta, disse que os pilotos eram bem-vindos para falar diretamente com a MotoGP SEG e compartilhar suas opiniões sobre o novo formato, particularmente por meio das reuniões da Comissão de Segurança, às sextas-feiras. No entanto, ele ressaltou que a MotoGP já havia sido proativa ao pedir às equipes que reunissem feedback de seus pilotos, embora o nível de comunicação dentro de cada equipe tenha variado. “Vocês teriam que perguntar às equipes o quanto os pilotos estão [envolvidos]. Abrimos nossas portas todas as sextas-feiras à tarde para os pilotos. Alguns deles aparecem e nós explicamos nossas ideias e raciocínio. Pressionamos e realmente pedimos às equipes que falem com os pilotos. Houve níveis mistos disso durante os últimos GPs", falou Ezpeleta. “Para ser honesto, com tantos pilotos mudando de equipe, muitos times tiveram posições meio diferentes em termos de como envolveram os pilotos". Carlos Ezpeleta, Dorna Sports Deputy CEO Photo by: Gold and Goose Photography / Getty Images

Ezpeleta ressaltou que a MotoGP deixou claro às equipes que quaisquer mudanças deveriam ser introduzidas somente depois de elas terem consultado seus pilotos sobre o assunto. “A porta da MotoGP é mais aberta do que a de qualquer outro esporte no mundo. Há o ponto de governança da Comissão de GPs, que muda as regras, e há a contribuição da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Motovelocidade, na sigla em inglês). Somos muito claros com as equipes de que só devemos fazer essas mudanças depois que elas falarem com os pilotos e depois que os envolverem. Acho que é uma tarefa dos pilotos e das equipes fazer isso", continuou. Quando lhe disseram que as equipes poderiam filtrar o feedback dos pilotos para atender a seus próprios interesses, Ezpeleta acrescentou: “Ou o contrário. em muitas das decisões, como entender quanto warm-up é necessário para verificar a segurança das motos, as equipes estão em uma posição melhor. Os pilotos terão um elemento disso, claro". “Não temos nenhum contrato com os pilotos, temos com as equipes. Eles [pilotos] fazem parte da governança do campeonato. De forma alguma estamos dizendo que os pilotos não devam estar envolvidos. Nossa porta sempre esteve aberta e existe uma comissão de segurança há muito tempo. Nela, sempre comentamos cada mudança que queremos fazer", falou. Ezpeleta responde a preocupações sobre segurança Com a introdução de uma segunda sessão de classificação e todos os 22 pilotos dividindo a pista, alguns deles temem que terão de assumir riscos maiores durante os fins de semana, potencialmente ficando mais vulneráveis a lesões. Em resposta, Ezpeleta argumentou que as mudanças no cronograma de sexta-feira - com a segunda sessão de treinos deixando de determinar as entradas automáticas no Q2 - garantiriam que os pilotos não precisassem fazer voltas adicionais com pouco combustível em ritmo de classificação. Ele também explicou que a MotoGP reduzirá a alocação de pneus para a classificação em 2027, deixando os pilotos com menos incentivo para forçar além do limite e cair. “Houve uma série de propostas nas quais o objetivo era manter ou não aumentar o nível de risco em relação a hoje”, disse ele. “É o mesmo número de ataques ao cronômetro, que é basicamente a quantidade de tempo em que eles ficam sob pressão. A [sessão] de sexta-feira à tarde é completamente livre. Então, mesmo que nessas circunstâncias haja mudança de clima, você não teria que forçar várias vezes". “Haverá uma grande limitação no número de pneus que os pilotos poderão usar nessas sessões de classificação. Embora isso seja uma estratégia e as equipes sejam livres para usá-la como desejarem, quando você está limitado no número de pneus deve forçar menos, porque se cometer um erro estará largando do fundo. Atualmente os pilotos podem usar tantos pneus que, depois de cair, têm uma segunda chance, o que não terão no futuro". “Fizemos muitas coisas este ano, alongando o grid, removendo os dispositivos de largada... Infelizmente lesões fazem parte deste esporte, tanto dentro do paddock quanto fora. Vimos muitas lesões fora dos GPs nos últimos dois anos", finalizou. Ezpeleta ainda acrescentou que a MotoGP está “aberta a mudar e melhorar o cronograma”, em meio a conversas de que a categoria poderia restabelecer o warm-up no próximo ano. Primeiro PÓDIO de MOREIRA! Vem aí a VAGA na HRC? MÁRQUEZ vence e PRESSIONA MARTÍN, MXON e +

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