Por R$ 150, já é possível contratar um robô humanoide para fazer faxina

17 de Set de 2026 - 15:30
 0  1
Por R$ 150, já é possível contratar um robô humanoide para fazer faxina

Uma startup de São Francisco, nos Estados Unidos, começou a oferecer um serviço de faxina realizado por robôs humanoides. O preço anunciado é de US$ 30 (R$ 150) por hora.

O que aconteceu

Projeto foi lançado pela empresa Tau Robotics em julho. Inicialmente, o serviço ficou restrito a um grupo de clientes, mas aos poucos passou a atrair mais interessados e já conta com lista de espera.

A empresa cobra US$ 30 (R$ 150) por humanoide e por hora. Atualmente, cada visita pode utilizar dois robôs, que trabalham simultaneamente durante uma hora, aumentando o custo efetivo para US$ 60 (R$ 300).

Pelo site, é possível agendar a faxina e escolher o dia e o horário. Banheiros e quartos ficam fora da área de limpeza por padrão, mas o cliente pode autorizar a entrada dos robôs nesses cômodos. Também é possível indicar áreas ou objetos que devem permanecer intocados.

Apesar de ser equipado com inteligência artificial, o robô ainda não é autônomo. Durante a limpeza, um operador humano treinado controla a máquina em tempo real, a partir das instalações da empresa.

A Tau Robotics, porém, pretende usar a operação controlada por humanos como uma etapa de desenvolvimento. O objetivo é fazer com que os robôs realizem as tarefas de maneira cada vez mais autônoma no futuro, reduzindo gradualmente a necessidade de intervenção humana.

O que o robô pode fazer

Por enquanto, as tarefas são relativamente simples:

  • aspirar o chão;
  • limpar superfícies;
  • recolher objetos e pequenas bagunças;
  • retirar o lixo;
  • organizar determinadas áreas.

Cliente relatou experiência

Recentemente, Gianna Capezio, moradora de São Francisco, contratou o serviço. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela mostrou como funciona a limpeza realizada pelos robôs humanoides em seu apartamento.

Durante o serviço, a máquina aspirou o chão, arrumou a cama e limpou o banheiro. Capezio afirmou que o robô foi mais lento do que uma pessoa, mas considerou o resultado satisfatório e disse que não precisou refazer o trabalho.

Ela destacou, porém, a questão da privacidade. Como o operador precisa enxergar o ambiente por meio das câmeras instaladas no equipamento, as imagens da residência são registradas durante a limpeza.

A empresa reconhece que precisa dessas imagens para realizar o serviço. Entretanto, afirma que os microfones do robô ficam desativados e que não grava nem escuta o áudio dentro da residência. O operador consegue falar com o cliente pelo alto-falante do robô, mas não consegue ouvir o que acontece no interior da casa.