O amor delirante dos argentinos por sua seleção a agiganta diante da nossa

7 de Out de 2026 - 16:30
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O amor delirante dos argentinos por sua seleção a agiganta diante da nossa

A despedida de Messi entregou tudo o que prometeu. Teve lágrima, teve sorriso, teve pranto e teve festa. Foi uma noite que será lembrada por mil anos. Os argentinos amam a sua seleção e é bonito de ver a paixão em movimento. Não sentimos nada parecido pela nossa, nem por aqueles que chamamos de ídolos, embora haja marmanjos que morreriam por Neymar. Não porque sejamos menos apaixodados, mas porque o amor é caminho de mão dupla e não temos sentido nada vindo do lado de lá.

Recentemente, a CBF avaliou que a seleção está distante do povo. Verdade. Esse é o diagnóstico. Mas o que está sendo feito para mudar? Em campo, homens correm com a camisa amarela como quem não se importa. As entrevistas são absolutamente ridículas e infantilizadas, inclusive as do treinador. O preço dos ingressos continua caro. Como reverter esse cenário?

Os argentinos olham para o campo e se veem nele. Drama. Intensidade. Entrega absoluta. Jamais desistir. Lutar. Está tudo ali. E a nossa? O que vocês destacariam? Nossa cultura está lá? Vemos nossa arte com a bola rolando? Vemos alegria? Escutamos algum samba saindo dali? É o reconhecimento cultural que engaja - ou desengaja.

A festa de Messi teve sabor agridoce. Linda, mas também melancólica na medida em que nos faz pensar no vazio da nossa seleção masculina atual.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.