No alvo dos EUA, Pix joga no colo das big techs mais 60 mi de brasileiros

16 de Jun de 2026 - 06:45
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No alvo dos EUA, Pix joga no colo das big techs mais 60 mi de brasileiros

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semaha:; ; ; )

O Pix entrou no radar do governo dos Estados Unidos como argumento para impor tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil. Enquanto isso, empresas norte-americanas encontram no meio de pagamento mais amado pelo brasileiro um motivo para sorrir. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, e explicam como o Pix abre as portas das big techs a pessoas que não podiam contratar seus serviços.

A discussão passa pela mais nova modalidade, o Pix Automático, que completa um ano em 16 de junho. Para Helton, a modalidade pode destravar

Criado para realizar pagamentos periódicos a empresas prestadoras de serviço, a modalidade cai como uma luva para assinaturas digitais. Essas opções estavam abertas, até pouco tempo atrás, apenas a quem tinha cartão de crédito ou conta corrente. Isso inclui streaming de vídeo e música, software, chatbots de IA. Todos serviços dominados por empresas americanas.

Se o Pix tem 170 milhões de usuários, no Brasil ainda há 60 milhões de pessoas sem cartão de crédito. E todos esses serviços que eu falei necessariamente precisam de um cartão para você usar. O Pix automático tende a trazer essas pessoas que já usam Pix, mas não usam serviços digitais, porque não têm cartão.
Helton Simões Gomes

Segundo dados do Banco Central, cerca de 170 milhões de brasileiros já usam o Pix, o equivalente a 95% da população adulta. A tecnologia já virou padrão em situações informais no mundo físico, ainda que seja difícil mensurar.

No ambiente digital, no entanto, há dados: 44% do dinheiro que circula na internet em compras e vendas já passa pelo Pix, apontam dados do Ebanx, empresa especializada em tecnologia de pagamento. E, para 2028, a projeção é que metade das transações online seja feita com Pix, deixando o cartão de crédito com 36%.

A pressão dos EUA é motivada pelo espaço que o Pix, uma infraestrutura pública, tirou de soluções privadas. O caso mais notório é o do WhatsApp Pay, da Meta, que estava para ser lançado no Brasil na época do Pix e foi barrado pelo Banco Central. Para os EUA, isso foi feito para beneficiar a solução brasileira.

Essas tecnologias -WhatsApp Pay, ou mesmo o "Pix americano", que é o Zelle-- tudo isso é privado. E o Pix a gente coloca nessa categoria de uma infraestrutura pública digital. Isso faz diferença total. Ao criar uma camada de infraestrutura tecnológica, você passa a prover um melhor serviço para a sua população com baixo custo.
Diogo Cortiz

A lógica de infraestrutura pública explica a adoção rápida e o efeito de inclusão financeira, além do baixo custo para o cidadão, de R$ 0,30, em contraste com o benefício de reduzir taxas e ampliar acesso bancário.

Os efeitos do Pix são imediatos. Lojas de comércio eletrônico que oferecem essa modalidade de pagamento registraram aumento de 25% no número de clientes e crescimento de 16% de receita, segundo o Ebanx.

Para Helton, o Pix Automático, desenhado para pagamentos recorrentes "sem botar a mão no celular", pode promover uma "segunda onda" de democratização: depois de bancarizar, o Pix agora amplia o acesso a serviços digitais.

O Pix Automático nada mais é do que aquela possibilidade de você fazer um Pix recorrente de uma forma automática, sem botar a mão no celular, para uma empresa de que você sempre contrata o serviço. Isso indica que a gente está diante de uma nova revolução da democratização de acesso aqui. Se o Pix levou muita gente para os serviços bancários, o Pix automático tem o poder de democratizar os serviços digitais.
Helton Simões Gomes

Os agentes de inteligência artificial estão chegando ao WhatsApp. Deu Tilt conta como esses robôs criados para agir em nome de pessoas como se fossem gente de carne e osso estão prestes a serem liberados pela Meta no aplicativo mais usado dos brasileiros.

Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz contam como eles funcionam e qual foi o longo e tortuoso caminho da empresa de Mark Zuckerberg para chegar a este ponto, que promete ser uma das fontes de receita para recuperar os investimentos bilionários feitos na IA.

Do ponto de vista do consumidor, a conversa está prestes a mudar. Como os agentes de IA surgem como ferramenta ideal para empresas de todo porte responderem clientes a qualquer momento, é possível que visitar a lojas online ou sites pessoais vire coisa do passado.

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Ela vai ler mensagens, averiguar emails e bisbilhotar fotos assim que o dono dos aparelhos pedirem por algo. Será ainda a cara do Apple Intelligence, o ecossistema da Apple de IA. Recorrer a outra big tech foi a forma da empresa se reerguer após os fiascos de sua inserção no mundo da IA.

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Neste no episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Dia dos Namorados faz criminosos esfregarem as mãos para tirar dinheiro de quem só está em busca de um amor para chamar de seu.

A dupla explica quais são os sinais de que a promessa de relacionamento é cilada, como se prevenir e conta casos de gente que ficou de coração partido —e perdeu milhares de reais.

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.