STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos em regime semiaberto após julgamento

16 de Jun de 2026 - 23:30
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STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos em regime semiaberto após julgamento
  • Por Gabriel Fidalgo

  • 16/06/2026 às 23:11

O Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão em regime semiaberto. Além disso, determinou sanções adicionais após o julgamento da ação penal relacionada à suposta tentativa de interferência em investigações. Nesse contexto, o tribunal analisa a acusação de coação no curso do processo e, por conseguinte, aponta que o parlamentar teria articulado pressões externas para influenciar autoridades brasileiras, o que, portanto, sustenta a decisão da maioria dos ministros.

Além disso, o julgamento no Supremo Tribunal Federal avança com base em provas reunidas pela Procuradoria-Geral da República. E, assim, consolida a tese de tentativa de obstrução institucional. O caso também gera efeitos políticos, uma vez que abre espaço para recursos da defesa e projeta impactos sobre a elegibilidade do deputado, enquanto o processo segue suas etapas finais dentro do próprio STF.

PF cita Hugo Motta em investigação sobre benefícios pagos por Daniel Vorcaro

Relatórios da Polícia Federal encaminhados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça apontam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aparece em registros de viagens e hospedagens custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo dos documentos nesta terça-feira (16).

Os documentos indicam que Motta utilizou aeronaves privadas ligadas ao empresário e teve despesas de hospedagem em Lisboa pagas por Vorcaro.

PF diz que Vorcaro bancou luxo de Ciro Nogueira enquanto senador atuava em favor do Master

A Polícia Federal (PF) afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro bancava um padrão de vida de luxo para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) ao mesmo tempo em que recebia do parlamentar atuação em favor de interesses do Banco Master no Congresso. A conclusão consta de documentos da investigação do caso Master que tiveram o sigilo levantado nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo os investigadores, a relação entre os dois envolvia uma série de vantagens econômicas e patrimoniais concedidas pelo banqueiro ao senador, em um esquema de benefícios mútuos que "extrapolava relações de mera amizade". A Gazeta do Povo procurou o gabinete do senador, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Confira outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta quarta-feira (17):

O Café com a Gazeta do Povo vai ao ar das 07h às 10h, no canal da Gazeta do Povo no Youtube.

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