Justiça de SP homologa recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bi do GPA
A Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do GPA (Grupo Pão de Açúcar), que envolve R$ 4,568 bilhões em dívidas.
O que aconteceu
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aprovou o plano nesta quarta-feira (7). A decisão da juíza Larissa Gaspar Tunala valida a reestruturação financeira da companhia e torna as condições obrigatórias para todos os credores envolvidos.
A reestruturação abrange R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários (dívidas sem garantia real). Esses débitos não estão relacionados às operações do dia a dia, como fornecimento de mercadorias, serviços ou aluguéis.
O plano obteve o apoio de credores que representam 57,49% da dívida. O percentual de adesão ficou acima do mínimo exigido pela Lei de Recuperação e Falências.
O GPA vai emitir novas debêntures (títulos de dívida) e captar R$ 200 milhões. O objetivo da empresa com essas medidas é diminuir a pressão sobre o caixa e melhorar o perfil de seus débitos.
Decisão judicial e contestações
A juíza rejeitou as contestações apresentadas por diversos credores. Entre as empresas que questionavam o plano estavam o Grupo Casas Bahia, Cone S.A., Logged Rio e as transportadoras Sanzaneze e Sanzitrans.
A magistrada considerou que o plano atende a todas as exigências legais. Ela negou pedidos de perícia contábil e nomeação de administrador judicial, mas manteve ressalvas para preservar discussões sobre valores ainda indefinidos em outros processos.
O que diz a empresa
O GPA afirmou que a homologação ajuda a readequar sua estrutura de capital. Em comunicado ao mercado, a empresa destacou que o caixa está protegido e as atividades continuam sem interrupções.
As operações da rede de supermercados seguem normalmente. Segundo a companhia, os pagamentos a fornecedores, clientes e parceiros continuam em dia, já que esses grupos não fazem parte do processo de recuperação.